Cardeais iniciam contagem regressiva para o conclave

Os cardeais que estão em Roma para a eleição do novo papa se reúnem nesta segunda-feira para o último dia de conversações antes do conclave, em meio a debates sobre se a igreja católica precisa mais de um papa administrador, para pôr em ordem o Vaticano, ou um papa pastoral, que possa inspirar a fé num período de crise.

Agência Estado

11 de março de 2013 | 09h57

Vários cardeais se inscreveram para falar na reunião a portas fechadas desta manhã, uma indicação de que os prelados ainda têm muito o que discutir antes de se isolarem, na tarde de terça-feira, no interior da Capela Sistina para a primeira rodada de votação.

O cardeal Thomas Collins, de Toronto, Canadá, reconheceu a importância da tarefa que tem em mãos, dizendo aos jornalistas, ao chegar para as discussões desta segunda-feira que "sim, amanhã é um dia muito importante na história da igreja".

Não há um favorito claro para o posto que a maioria dos cardeais diz não querer, mas uma série de nomes circula como principais candidatos para liderar a igreja, que conta com 1,2 bilhão de fiéis, num período crítico de sua história.

O cardeal Angelo Scola tem boas credenciais gerenciais. Ele dirige a arquidiocese de Milão, a maior e mais importante da Itália e, antes disso, foi responsável pela diocese de Veneza. As duas arquidioceses já foram origem de vários papas no passado.

Ele é afável e italiano, mas não faz parte da burocracia ítalo-cêntrica do Vaticano. Isso o torna atraente, talvez, para os que buscam reformas no centro da igreja católica, que teve sua corrupção e disputas internas expostas com o vazamento de documentos no ano passado.

O cardeal brasileiro Odilo Scherer parece ser o favorito da cúria. Scherer tem forte participação nas finanças do Vaticano, já que faz parte da comissão administrativa do banco do Vaticano, assim como do principal comitê orçamentário da Santa Sé.

O campo pastoral parece se concentrar em dois norte-americanos: o cardeal Timothy Dolan, de Nova York, e Sean O''Malley, de Boston. Nenhum deles tem experiência no Vaticano, embora Dolan tenha sido, na década de 1990, reitor do Pontifício Colégio Norte-americano, um seminário para cidadãos dos Estados Unidos em Roma.

Ele admite que o italiano não é seu forte, provavelmente uma desvantagem para um posto no qual a língua do dia a dia é a italiana.

Se os principais nomes não conseguirem os 77 votos exigidos para uma vitória nas primeira rodadas, qualquer nome pode surgir como alternativa. As informações são da Associated Press.

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