Cardeal escocês admite conduta sexual imprópria

O cardeal que até recentemente era a maior autoridade católica na Grã-Bretanha admitiu neste domingo que teve uma conduta sexual imprópria e prometeu não fazer mais parte da vida pública da igreja. O cardeal Keith O''Brien tinha renunciado na segunda-feira a seu posto como arcebispo de St. Andrews e Edimburgo, depois que um jornal publicou relatos de padres sobre seu comportamento inadequado.

Agência Estado

03 de março de 2013 | 17h02

Inicialmente, O''Brien negou as acusações e disse que sua renúncia tinha como objetivo não desviar as atenções do conclave que escolherá o novo papa. Porém, neste domingo a Igreja Católica da Escócia emitiu um comunicado no qual O''Brien admite que sua conduta sexual "ficou abaixo dos padrões esperados".

No comunicado, o cardeal pede desculpas às pessoas afetadas pela sua conduta imprópria, à Igreja Católica e ao povo escocês. "Agora, passarei o resto da minha vida em retiro. Não farei mais parte da vida pública da Igreja Católica da Escócia", disse.

Em sua admissão de culpa, O''Brien não deu pistas sobre o que seria seu comportamento inapropriado.

Em 2003, como condição para ser promovido a cardeal, O''Brien teve de emitir uma declaração pública se comprometendo a defender os ensinamentos da igreja sobre homossexualidade, celibato e contracepção. Ele foi pressionado a fazer a declaração depois de ter pedido uma discussão ampla e aberta sobre esses assuntos.

À época, ele disse que havia sido mal interpretado. Na semana passada, porém, O''Brien disse em entrevista à BBC que o celibato deveria ser reconsiderado, já que não é baseado em doutrina mas em uma tradição da Igreja Católica. As informações são da Associated Press.

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