Drew Angerer/Getty Images/AFP
Drew Angerer/Getty Images/AFP

Cargo de conselheiro de Segurança Nacional de Trump está em risco

Michael Flynn teria discutido sanções contra Moscou com o embaixador russo antes da posse do presidente; jornal diz que Casa Branca sabia que funcionário, um dos mais antigos aliados de Trump, poderia ser alvo de chantagem

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2017 | 00h51

WASHINGTON - O emprego de um dos mais altos funcionário do governo de Donald Trump está em risco. Michael Flynn, conselheiro de Segurança Nacional, é suspeito de ter discutido com o embaixador russo em Washington as sanções em vigor contra Moscou antes da posse do presidente. Nesta segunda-feira, 13, o jornal Washington Post publicou reportagem em que afirma que a Casa Branca foi informada, algumas semanas atrás, de que Flynn poderia ser alvo de chantagem da Rússia. Para muitos analistas, a questão é saber se Trump, em algum momento, foi informado e, mesmo assim, assumindo o risco para a segurança dos EUA, manteve Flynn no cargo. 

Os problemas de Flynn começaram com telefonemas, SMS e encontros entre ele e Sergei Kisliak nas semanas que antecederam a posse de Trump. Os contatos eram conhecidos, mas ganharam maior gravidade na sexta-feira, quando o Washington Post, citando fontes com conhecimento do caso, que em pelo menos um telefonema interceptado por agências de segurança -- que monitoravam o embaixador --, Flynn havia abordado as sanções contra a Rússia aprovadas nos últimos dois anos pelos EUA.

A revelação obrigou o general a admitir que, ao contrário do que sempre dissera, não podia garantir com “100% de certeza” que o tema não tivesse sido mencionado nas conversas com Kisliak. A confissão teria irritado Trump e  seu vice-presidente, Mike Pence, que haviam defendido Flynn em público. A Casa Branca disse que está "analisando" a situação de Flynn, mas ainda não tomou uma decisão sobre o conselheiro, que é um dos mais antigos aliados de Trump. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.