Caribe terá verba do Bird para conter aids

O Banco Mundial (Bird) está finalizando planos para investir até US$ 150 milhões em programas de combate à aids no Caribe, região onde a taxa de infecção pode chegar a 12% em alguns centros urbanos. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da instituição, James Wolfensohn, durante a Reunião de Cúpula das Américas, no Canadá. "A aids passou a ser a principal causa de morte entre os homens do Caribe com menos de 45 anos", disse Wolfensohn. "Agora que essa é a região com a maior taxa de incidência de HIV fora da África subsaariana, devemos atuar com urgência para salvar vidas e proteger o potencial humano no Caribe." Além de ampliar programas já existentes, os novos empréstimos vão sustentar o Plano de Ação Estratégica contra HIV/Aids, elaborado pelos governos membros da Comunidade Caribenha (Caricom) e da República Dominicana. "Esse programa responde aos apelos da liderança dos governos do Caribe", declarou Wolfensohn. "Ele vai ajudá-los a intervir rapidamente para impedir a disseminação da aids por meio de programas concentrados nos grupos de alto risco, bem como para tratar os que já contraíram a doença." O programa qüinqüenal deve ser apresentado à diretoria do banco em junho. O Bird já aprovou investimentos no total de US$ 1 bilhão para 99 projetos de combate à aids em 56 países. O Brasil recebeu dois empréstimos nos últimos anos, totalizando US$ 325 milhões, segundo o banco.Estatísticas - Pesquisas recentes calculam o número de soropositivos no Caribe em mais de 360 mil pessoas, mas a falta de estatísticas é grande. Algumas estimativas chegam a 500 mil infectados pelo HIV. Além disso, 80 mil crianças no Caribe já perderam os pais por causa da doença.

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