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'Carlos, o Chacal' será julgado por atentado terrorista de 1974 em Paris

PARIS - O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como "Carlos, o Chacal", que cumpre duas penas de prisão perpétua na França, será julgado em março pelo atentado ocorrido em Paris em 1974, que deixou 2 mortos e 34 feridos.

O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 06h00

A advogada do venezuelano, Isabelle Peyre, confirmou à Agência EFE que recebeu a intimação nesta semana e respondeu de forma irônica, ao afirmar que "Carlos" será julgado por "um caso prescrito e arquivado em duas ocasiões".

Na sentença após a audiência realizada em 13 de abril, a Sala de Instrução do Supremo Tribunal da França tinha rejeitado o recurso apresentado pela advogada para tentar evitar o julgamento.

Os juízes do Supremo negaram que Carlos - acusado de homicídio, tentativa de homicídio, danos materiais causados com explosivos e infração da legislação sobre armas - pudesse usar a prescrição para evitar se sentar no banco dos réus.

Para os magistrados, os procedimentos da investigação de outros casos, segundo eles conectados com o de Carlos, impediam a prescrição do atentado cometido com granadas contra a Drugstore Publicis do bairro de Saint-Germain, em 15 de setembro de 1974.

"Mais uma vez, o Supremo Tribunal, como outras jurisdições, demonstra visivelmente uma ausência de independência frente a instruções políticas que vêm da França ou de outras partes, especialmente dos Estados Unidos", criticou a advogada.

"Carlos" foi condenado pela primeira vez a prisão perpétua em 1997 por ter assassinado dois agentes secretos franceses em 27 de junho de 1975. Em 2013, a Justiça confirmou outra condenação com a mesma pena por quatro atentados cometidos por ele na França em 1982 e 1983, nos quais morreram 11 pessoas.

Além disso, a decisão previa que o venezuelano deveria ficar 18 anos sem poder solicitar nenhum tipo de benefício penitenciário.

"O Chacal" foi capturado no Sudão em agosto de 1994, em uma operação dos serviços secretos da França. Desde então, está preso no país. A ação é classificada pela advogada do terrorista como "sequestro". / EFE

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