EFE/John Taggart
EFE/John Taggart

Carolina do Sul aprova retirada da bandeira confederada do Capitólio

Símbolo adotado na Guerra Civil pelos Estados favoráveis à escravidão passou a ser contestado após massacre de supremacista branco em Charleston

O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 11h07

COLÚMBIA, EUA - A Câmara dos Representantes da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, aprovou na madrugada desta quinta-feira, 9, o projeto de lei para retirar a bandeira confederada do Capitólio do Estado.

A proposta segue agora para a sanção da governadora republicana Nikki Halley, que antecipou que irá colocar a medida em vigor assim que o texto chegar em seu gabinete.

Por 94 votos a favor e 20 contra, a Câmara dos Representantes aprovou a medida após 13 horas de debate. O projeto já tinha recebido o aval positivo do Senado da Carolina do Sul na última quinta-feira, por 36 votos a favor e 3 contra.

A bandeira confederada se transformou em um motivo de polêmica após o tiroteio na cidade de Charleston, no sudeste do Estado, no qual nove negros foram mortos em uma igreja afro-americana por um supremacista branco.

Dyllan Roff, preso como autor do massacre e cujo objetivo era suscitar uma "guerra racial", aparecia em algumas fotos junto à bandeira confederada.

A tragédia de Charleston abriu um debate em vários Estados do sul dos EUA que exibem a bandeira em edifícios públicos, adotada como própria na Guerra Civil pelos Estados separatistas, favoráveis à escravidão, contra os Estados da União, do norte do país, que eram abolicionistas. / EFE

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