Carro-bomba ataca a comboio dos EUA no Afeganistão

Dois rebeldes suicidas a bordo de um carro-bomba atacaram nesta quarta-feira forças americanas no Afeganistão, mas somente os extremistas morreram na ação.Durante breve visita a Cabul, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, admitiu o agravamento do conflito no Afeganistão, mas assegurou que os militares americanos vencerão a milícia fundamentalista islâmica Taleban e seus aliados.Três homens envolveram-se no planejamento do ataque suicida desta quarta-feira em Zabul, uma província no sul do Afeganistão, mas apenas dois estavam a bordo do veículo detonado perto de um comboio militar nas proximidades de Qalat, a capital de Zabul, disse Noor Mohammed Paktin, comandante da polícia local.Não houve mais nenhuma vítima do ataque além dos dois militantes, segundo o porta-voz do governo de Zabul, Ali Khail. Um homem que disse ser o porta-voz do Taleban reivindicou a autoria do ataque em nome do grupo.Na província de Kunduz, no norte do Afeganistão, três soldados alemães sofreram ferimentos superficiais ao serem atacados nesta quarta-feira, informou o exército da Alemanha.Onda de violênciaOs episódios de violência ocorrem em um momento no qual mais de 10.000 soldados estrangeiros participam da mais ampla ofensiva militar contra rebeldes afegãos desde a queda do regime liderado pelo Taleban, no fim de 2001.De acordo com Condoleezza, os "ganhos democráticos" do país não serão anulados. "Que o Afeganistão tenha inimigos não é uma surpresa para ninguém", disse ela depois de uma reunião com Karzai e com comandantes militares afegãos.Condoleezza assegurou que os EUA estão comprometidos com o Afeganistão no longo prazo e qualificou Karzai como um dos líderes mais respeitados do mundo.O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, por sua vez, disse que o otimismo com relação ao futuro do seu país não significa que não esteja ciente dos desafios, entre eles a corrupção e o tráfico de drogas.Karzai não repetiu as críticas da semana passada às táticas das forças estrangeiras no país por causa do alto número de mortes nas operações militares. Condoleezza tampouco parecia preocupada com o rumo da campanha."Temos de entender que temos um inimigo comum. Todos nós podemos fazer mais. Todos nós podemos trabalhar mais e precisamos rever constantemente nossas estratégias, pensar em nossas táticas e ter certeza de que estamos respondendo às mudanças nas táticas deles, pois trata-se de um inimigo pensante", disse ela.Vinda do Paquistão, Rice passou poucas horas em Cabul e seguiu viagem com destino a Moscou, onde se reunirá com outros chanceleres dos Grupo dos Oito (G-8).

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