Carro-bomba deixa 12 feridos na Espanha

Um carro-bomba explodiu na noite desta sexta-feira, no cruzamento das avenidas Goya e Serrano, no centro de Madri, e deixou pelo menos 12 feridos, um deles em estado grave, informou o ministro de Interior, Mariano Rajoy. O ferido em estado grave é um guarda de segurança de 56 anos. Ele sofreu diversas lesões no rosto. De acordo com equipes de socorro, ele "ficou praticamente desfigurado".A vítima foi resgatada dos escombros de um edifício semidestruído. Ele foi rapidamente levado a um hospital próximo. O carro explodiu na altura do número 14 da Avenida Goya. Momentos antes, a polícia recebera um telefonema anônimo que alertava sobre o atentado, atribuído ao grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade). Rajoy disse que "o objetivo do ETA era matar em Madri". O atentado atribuído ao ETA coincide com o encerramento da campanha política para as eleições de domingo no País Basco. Entre os feridos estavam dois guardas de segurança. Os outros 10 são civis, cujas lesões não são graves, comentaram fontes. A polícia isolou a área da explosão. A detonação ocorreu por volta da meia-noite local e causou a queda parcial da fachada de um edifício. Fontes da polícia disseram que alguns veículos estacionados nas proximidades ficaram danificados. Funcionários do Ministério de Interior disseram que o carro, que continuou em chamas uma hora após a explosão, era um Renault Clío de "placas frias".Ainda segundo eles, o atentado foi "uma advertência do ETA, que não tinha um objetivo concreto". O local do incidente fica a 500 metros da sede dos ministérios de Interior e de Administração Pública. As reações políticas não tardaram. Em Bilbao, onde encerrava sua campanha para as eleições de domingo, o Partido Nacionalista Basco (PNB) condenou "o novo ato terrorista" e advertiu que o "ETA não condicionará as eleições".

Agencia Estado,

11 de maio de 2001 | 21h13

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