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Carro-bomba explode em Damasco e fere três pessoas, diz TV

Ataques aconteceram enquanto observadores da ONU visitavam área próxima à capital

estadão.com.br,

24 de abril de 2012 | 10h38

BEIRUTE - Pelo menos três pessoas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba na cidade, em novos reveses para a precária trégua monitorada pela ONU no país.

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Os atentados ocorreram quando um time de observadores da ONU visitava outra área próxima à capital, o conflagrado subúrbio de Douma, para verificar o cumprimento do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no último dia 12.

Há relatos de bombardeios e tiroteios hoje em Douma, um dia após quase 60 pessoas serem mortas pela violência em toda a Síria. A maioria das mortes de segunda-feira ocorreu na cidade central de Hama, que a missão da ONU visitou recentemente, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres.

O canal de TV Ikhbaria afirmou que a explosão em um bairro de comércio popular da capital síria danificou prédios próximos à famosa Cidade Velha de Damasco. Segundo a agência iraniana de notícias Fars, a explosão aconteceu em frente ao centro cultural iraniano, mas o prédio não sofreu danos. O Irã é um importante aliado regional do governo sírio.

A ONU diz que as forças sírias já mataram pelo menos 9.000 pessoas na repressão à rebelião; o governo afirma que 2.600 soldados e policiais foram mortos por "grupos terroristas armados".

De acordo com a agência estatal síria de notícias Sana, autoridades alfandegárias na fronteira com o Líbano apreenderam um veículo cheio de munições e armas, incluindo três metralhadoras e um lançador de granadas.

Um pequeno grupo de observadores militares da ONU está na Síria há pouco mais de uma semana para monitorar a trégua em vigor desde o dia 12. O acordo, mediado pelo enviado internacional Kofi Annan, prevê que ambos os lados suspendam os combates, e o governo retire soldados e armamentos pesados dos centros populacionais.

Falando na segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU, o subsecretário-geral Lynn Pascoe disse que a interrupção da "da violência armada continua incompleta".

Ativistas disseram que 31 pessoas foram mortas na segunda-feira na cidade de Hama, e que outras 24 morreram no restante do país.

Com Efe e AE

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