Carro-bomba mata 3 e fere 15 na capital da Turquia

Em ação separada no sudeste do país, ataque de separatistas curdos deixa 4 mortos em academia de polícia

ANCARA, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h07

Ao menos 3 pessoas morreram e 15 ficaram feridas ontem em um atentado em Ancara, capital da Turquia. Um carro-bomba explodiu no bairro de Kizilay, que abriga diversos prédios do governo. O governo turco responsabilizou "terroristas" pela ação, sem acusar um grupo específico. Em outro episódio violento, no sudeste do país, quatro pessoas morreram num ataque atribuído ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Segundo o ministro do Interior Naim Sahin, a explosão envolveu outros carros movidos a gás natural veicular (GNV) que estavam estacionados numa rua próxima do gabinete do primeiro-ministro Recep Erdogan. Os três mortos estavam em edifícios próximos e o estado de saúde de cinco dos feridos é grave.

"A rua atacada é muito movimentada, cheia de pedestres e com muito trânsito. Os terroristas queriam provocar muitas vítimas", declarou o ministro.

Uma camada grossa de fumaça ergueu-se no centro da cidade após a explosão. Diversas vitrines de lojas foram destruídas. O carro usado no ataque ainda não tinha sido licenciado. A polícia prendeu uma mulher que teria gritado "longa vida à nossa luta" nos minutos seguintes à ação.

Em visita à Alemanha, o presidente turco, Abdullah Gul, condenou o atentado. "Aqueles que não têm senso nenhum de humanidade organizaram um ataque terrorista contra civis em Ancara", disse Gul, de acordo com a agência de notícias estatal Anatólia. "Temos vítimas e envio minhas condolências às famílias com uma condenação indignada ao terrorismo."

PKK. Ainda ontem, em um outro atentado, militantes do PKK mataram quatro pessoas em uma academia de polícia no sudeste do país. Os militantes lançaram o ataque contra um veículo que saía do prédio. Separatistas curdos - minoria étnica que habita o leste da Turquia, norte do Iraque e parte da Síria - têm ampliado seus ataques a alvos turcos nos últimos meses.

O PKK luta pela criação de um Estado curdo independente e é considerado um grupo terrorista pelo governo da Turquia, pelo Departamento de Estado dos EUA e pela União Europeia. Mais de 40 mil morreram no confronto entre o governo e o PKK desde 1984. / AP e REUTERS

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