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Carro-bomba mata 6 soldados italianos e 10 civis no Afeganistão

Ataque foi direcionado às forças da Otan; outros 4 militares e 55 pessoas ficaram feridos com explosão

Agência Estado e Associated Press,

17 de setembro de 2009 | 10h29

A explosão de um carro-bomba próxima a um comboio militar italiano no centro da capital do Afeganistão matou seis soldados italianos e dez civis Afegãos nesta quinta-feira, 17. Foi o quarto grande ataque em Cabul em cinco semanas, mostrando que a vigiada capital ainda é vulnerável a ataques rebeldes, que não ocorrem apenas em regiões no sul do país, onde a insurgência Taleban tem mais força.

 

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O suicida lançou o carro carregado de explosivos contra dois veículos militares italianos perto do meio-dia (hora local), informou em Roma o ministro da Defesa, Ignazio La Russa. Segundo ele, seis homens a bordo foram mortos e outros quatro ficaram feridos.

 

Um porta-voz do Taleban reivindicou o ataque. Ele disse que os militantes realizaram o atentado contra as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A explosão foi sentida a um quilômetro de distância, no bairro onde várias embaixadas e bases militares estão instaladas.

 

O Ministério de Interior afegão informou que dez civis morreram e 55 ficaram feridos. A violência aumenta no Afeganistão, no momento em que os EUA enviam milhares de novas tropas para combater o Taleban, que volta a ganhar força. Os rebeldes, além de atrapalharem as eleições presidenciais do mês passado, têm lançado ataques não apenas no sul, onde atuam com mais força, mas também no norte e na região de Cabul.

 

O aumento da violência e as ameaças à legitimidade das eleições geram mais dúvidas sobre se os EUA e a Otan utilizam a estratégia correta para vencer a disputa. Os resultados eleitorais finais devem ser atrasados em algumas semanas, enquanto as acusações de fraude são investigadas.

 

Na quarta-feira, o embaixador dos EUA no Afeganistão, Karl Eikenberry, caminhou por um bairro de Cabul, afirmando que os agentes internacionais precisam passar menos tempo atrás de bunkers e mais interagindo com o povo afegão.

 

O mais graduado militar dos EUA e da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, pediu maior engajamento das tropas com as pessoas, para protegê-los melhor de ataques insurgentes e tentar conquistar a confiança popular.

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