Carro-bomba mata ao menos 12 pessoas no Paquistão

Um carro-bomba destruiu hoje escritórios usados para interrogar supostos militantes em Lahore, no leste do Paquistão, matando pelo menos 12 pessoas. O ataque suicida foi o mais recente na capital cultural do país.

AE, Agencia Estado

08 de março de 2010 | 10h19

Mais de 65 pessoas ficaram feridas também com a queda de prédios. O autor do ataque tentou lançar seu carro contra a unidade de investigações da segunda maior cidade paquistanesa.

As autoridades afirmaram que militantes ligados ao Taleban buscam desestabilizar o país. Uma onda de ataques similares matou mais de 130 pessoas em Lahore no ano passado. Um porta-voz do Tehreek-e-Taliban (TTP), uma facção ligada ao Taleban, assumiu a responsabilidade pelo ataque. "Nós continuaremos com esses atos no futuro", afirmou o porta-voz. Segundo ele, o ato é uma vingança contra os ataques com aviões não tripulados dos Estados Unidos e as operações militares nas áreas tribais.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas em ataques suicidas e com bombas em todo o Paquistão desde julho de 2007. Os ataques são atribuídos a militantes ligados à Al-Qaeda contrários à aliança do governo com Washington.

Oito membros do governo, incluindo policiais, e quatro civis morreram. Entre os civis havia uma mulher, segundo Pervez. O ministro do Interior, Rehman Malik, culpou "assassinos contratados que querem desestabilizar o Paquistão".

O Hospital Jinnah, de Lahore, decretou estado de emergência. O ataque ocorre após um recente declínio na violência dos militantes islâmicos no Paquistão, após um significativo avanço dos ataques no fim de 2009. Funcionários locais dizem que a queda ocorreu por causa da morte, ainda não confirmada, do líder do TTP, Hakimullah Mehsud, e das ofensivas militares contra as redes militantes.

Os militares afirmam ter feito grandes avanços em áreas antes dominadas pelo Taleban e pela Al-Qaeda durante o ano passado. Eles lançaram grandes ofensivas no distrito noroeste do Vale do Swat e na região tribal do Waziristão do Sul.

Washington afirma que os militantes usam o cinturão tribal semiautônomo do Paquistão para planejar ataques no Afeganistão, onde mais de 120 mil soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos EUA ajudam as forças do Afeganistão a combater o Taleban e outros militantes. As informações são da Dow Jones.

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