Carro-bomba mata oito numa festa de ano novo em Bagdá

Um carro-bomba atingiu um dos mais caros restaurantes de Bagdá, na festa de réveillon, matando oito pessoas. Este é um sinal, segundo disseram hoje fontes oficiais iraquianas, que os oponentes à ocupação americana continuarão a usar civis como alvo. Os alvos preferenciais, na capital ? tal como complexos usados pelas forças de coalizão e delegacias de polícia iraquianas ? tiveram a segurança redobrada, obrigando os insurgentes a procurarem outros alvos, como o Nabil Restaurant, disse um oficial militar americano da 1ªDivisão Blindada, que pediu para se manter anônimo.?Quando terroristas podem atingir as forças de coalizão ou a polícia iraquiana, eles preferem?, disse o tenente-general Ahmed Kadhem, ministro do Interior do Iraque e chefe de polícia de Bagdá. ?Se não podem, procuram alvos mais fáceis, atingindo civis.? Ele disse que a segurança está sendo reforçada à volta de hospitais e edifícios públicos e isolando-se escolas para evitar carros em sua área.Numa cidade onde guardas armados, barreiras de cimento e sacos de areia protegem alvos potenciais, o Nabil Restaurant era uma presa fácil. Situado numa rua movimentada no bairro de alta classe média de Karrada, um único guarda armado protegia iraquianos ricos e ocidentais que celebravam a entrada do ano novo, ontem.O coronel Ralph Baker, comandante de divisão da 2ª Brigada da 1ª Divisão Blindada, disse que a explosão foi causada por um carro que continha cerca de 225 quilos de explosivos. Mas não foi um ataque suicida: segundo ele, testemunhas viram um homem sair correndo do veículo antes da explosão.Até agora, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela bomba, mas Baker disse que os militares americanos e a polícia iraquiana estão investigando algumas pistas, que não quis detalhar.A polícia iraquiana achou quatro corpos, imediatamente após a explosão, e soldados americanos encontrara outros quatro, mais tarde, no restaurante destruído. Todos eram iraquianos, não há notícias de estrangeiros mortos.Dois hospitais notificaram estar cuidando de 35 feridos na explosão, incluindo três repórteres do Los Angeles Times, que sofreram cortes na explosão.

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