Carro explode na porta de escritório da ONU no Afeganistão

Ataque suicída deixou 4 terroristas mortos e três pessoas feridas

AE-AP-EFE, Agência Estado

23 de outubro de 2010 | 09h21

Um carro cheio de explosivos e dirigido por um militante explodiu na entrada de um escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado, na província de Herat (oeste do Afeganistão), permitindo que pelo menos outros três militantes vestindo coletes com bombas entrassem no prédio, disseram fontes oficiais.  

 

 

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linkFotógrafo do 'New York Times' é ferido por mina terrestre no Afeganistão

 

Os quatro terroristas morreram no ataque suicída. Uma quantidade desconhecida de empregados da ONU estava dentro do prédio quando ele foi tomado, disse Dan McNorton, porta-voz da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão. Ele não tinha informação sobre baixas. Uma fonte da polícia, porém, disse à agência EFE que dois guardas e um policial sofreram ferimentos.

 

 

Forças de segurança afegãs trocaram tiros com os militantes, matando pelo menos um deles, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Zemeri Bashary. As tropas da ONU se juntaram a forças afegãs no cerco ao lugar. Helicópteros sobrevoavam o prédio.

 

Os agressores foram encurralados e as forças de segurança deram por encerrada a operação, disse à Efe o porta-voz da Polícia de Herat, Noor Khan Nikzad, quem detalhou que todos os membros do grupo invasor morreram.   Segundo Nikzad, nenhum membro da ONU sofreu ferimentos no ataque, que começou quando um suicida detonou os explosivos que trazia preso ao corpo em frente à porta principal da sede, ao sul da capital provincial, Herat, o que permitiu aos demais integrantes do grupo acessar as instalações.

 

 

Os integrantes do comando lançaram bombas nos escritórios, o que causou danos nos prédios próximos. Ao menos um dos terroristas estava vestido com uma burka, típica roupa feminina afegã que cobre o rosto totalmente. Até o momento, nenhum grupo reivindicou o ataque.

Enquanto isso, na província de Kandahar, o fotógrafo português do jornal The New York Times João Silva, de 44 anos, foi gravemente ferido na perna ao pisar em uma mina enquanto acompanhava soldados norte-americanos numa patrulha no distrito de Arghandab. Silva foi levado para o campo aéreo de Kandahar, onde recebeu tratamento médico, informou o jornal norte-americano em comunicado. Ele já fotografou guerras no Afeganistão, Iraque, no sul da África, nos Bálcãs e no Oriente Médio.

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