Carro explode perto de shopping center em Jerusalém

Um carro carregado de explosivos explodiu nesta terça-feira perto de um dos maiores shopping centers de Jerusalém, depois de ter sido parado por policiais numa operação de rotina. Repórteres locais disseram que a polícia atirou no veículo, mas o chefe de polícia de Jerusalém, Mickey Levy, não confirmou a ação. Dois militantes palestinos que ocupavam o veículo morreram e o carro explodiu. O shopping era, aparentemente, o alvo do ataque.A Brigada de Mártires de Al Aqsa, milícia ligada à Fatah, movimento do líder palestino Yasser Arafat, assumiu a responsabilidade pelo ataque frustrado e identificou os dois militantes palestinos como Khaled Mousa, de 19 anos, e Shadi Hamarneh, 22, moradores de dois vilarejos ao sul da Cisjordânia, em Beit Lehem.Ações da Inteligência do país alertaram a polícia sobre um possível ataque e dezenas de policiais já vinham cercando o shopping nos últimos dias. O local não é alvo de ataque nos últimos 18 meses. O shopping estava lotado esta semana por conta das preparações para o feriado judaico de Pessach, que começa na noite de quarta-feira.O enviado especial dos Estados Unidos ao Oriente Médio, Anthony Zinni, fez, enquanto isso, algum progresso nas conversações por uma trégua na região. O ministro de Defesa de Israel, Ben-Eliezer, disse hoje que o país aceitou, relutantemente, a última proposta dos EUA.Os palestinos encontraram Zinni nesta terça-feira para esclarecimentos, mas não ficou claro se um acordo de cessar-fogo será alcançado antes de quarta-feira, quando as lideranças árabes estarão reunidas em Beirute.Israel, que mantém Arafat confinado em Ramallah, na Cisjordânia, desde dezembro, vinculou a partida do líder palestino à trégua na região. Os EUA pediram para o primeiro-ministro Ariel Sharon deixar Arafat partir.No encontro, a Arábia Saudita apresentará uma proposta para encerrar o conflito entre palestinos e Israel. Em troca, os países árabes querem a retirada das tropas israelenses das regiões que Israel ocupou a partir de 1967. A presença de Arafat em Beirute fortalece o acordo.

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