Hannah McKay / Reuters
Hannah McKay / Reuters

Homem joga carro contra barreiras do Parlamento britânico; polícia trata caso como atentado

Três pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade; suspeito é britânico, tem 29 anos, e não está cooperando com as autoridades

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2018 | 10h02
Atualizado 14 Agosto 2018 | 21h42

LONDRES - Um homem foi preso após jogar um veículo contra barreiras de segurança do Parlamento britânico em Londres nesta terça-feira, 14, e ferir três pessoas, entre elas pedestres e ciclistas. A polícia fala em "ato deliberado" e o Comando Antiterrorista foi designado para liderar a investigação.

"Às 7h37 (3h37 em Brasília), um automóvel avançou contra as barreiras diante do Parlamento. O motorista foi detido pelos policiais presentes no local. Vários pedestres ficaram feridos", afirmou a polícia em sua conta no Twitter.

A polícia britânica informou que três feridos receberam atendimento no local e dois deles foram encaminhados ao hospital. Nenhum está em estado grave.

O homem detido tem 29 anos, foi considerado suspeito de “crimes de terrorismo” e não estava colaborando com a polícia. Nenhuma arma foi encontrada no local da ação. O nome do suspeito, um britânico, não foi divulgado. Segundo a polícia, o suspeito dirigiu seu Ford Fiesta de cor prata de Birmingham a Londres na noite de segunda-feira e depois seguiu para as imediações de Westminster e Whitehall, aproximadamente às 6 horas (2 horas em Brasília). 

"Apesar de mantermos a mente aberta, o Comando Antiterrorista da Polícia Metropolitana lidera a investigação sobre o incidente de Westminster", afirmou a força de segurança no Twitter. A corporação disse que o suspeito não é conhecido dos serviços de segurança, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

Toda a área do incidente foi isolada pelos agentes. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que policiais fortemente armados cercaram um veículo Ford Fiesta de cor prata, do qual retiraram o motorista, que foi algemado. As ruas ao redor do Parlamento em Westminster foram fechadas.

Diversas viaturas da polícia e ambulâncias foram enviadas ao local, além de um esquadrão antibombas e cães farejadores. A estação de metrô de Westminster também foi fechada.

"Parecia um ato deliberado", disse Ewalina Ochab, que passava pela área no momento do incidente, à agência britânica de notícias Press Association. "Eu estava caminhando do outro lado. Ouvi um barulho e alguém gritou. Virei e vi um carro prata em alta velocidade e muito perto das barreiras, talvez sobre a calçada", disse. "A pessoa que dirigia o veículo não saiu."

A primeira-ministra britânica, Theresa May, expressou solidariedade aos feridos e agradeceu aos serviços de emergência por sua resposta "corajosa e rápida". A premiê pediu à população que se mantenha vigilante.

O líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, também se manifestou na rede social e enviou seus sentimentos aos feridos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu "dureza contra os animais" que agiram em Londres. Em sua conta no Twitter, o republicano falou em "outro ataque terrorista" e ressaltou que os responsáveis precisam ser tratados com "dureza e força".

Histórico

O Reino Unido foi cenário em 2017 de uma onda de atentados. Quatro deles tiveram a autoria reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que deixaram 36 mortos e 200 feridos.

Um dos ataques aconteceu em março de 2017 na Ponte de Westminster. Khalid Masood atropelou várias pessoas e avançou com o carro até as grades do Parlamento. Depois, ele desceu do veículo, entrou na área do Parlamento e matou um policial a facadas, antes de ser morto por outros agentes das forças de segurança.

Desde então, uma barreira de segurança de cimento e aço foi instalada ao redor das grades do Parlamento e nas calçadas que levam à ponte. Aparentemente, o autor do ataque desta terça-feira sabia da dificuldade de fazer muitas vítimas em uma área protegida por barreiras, mas mesmo assim escolheu o lugar pelo seu simbolismo. 

O nível de ameaça terrorista no Reino Unido ainda está em "severo", o que indica que um ataque é considerado altamente possível. / AFP, AP e REUTERS

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