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Carros-bomba matam 40 em cidade xiita no Iraque

Quatro carros-bomba explodiram quase simultaneamente e mataram pelo menos 40 pessoas em uma cidade de população majoritariamente xiita ao norte de Bagdá nesta quinta-feira, 29, disseram autoridades. Além dos 40 mortos, pelo menos outras 80 pessoas ficaram feridas em resultado das explosões. As explosões aconteceram na cidade de Al-Khalis, 80 km ao norte de Bagdá. A polícia afirmou que um carro-bomba explodiu perto de um banco, um segundo próximo a uma mesquita, o terceiro em um posto de controle da força de segurança e o quarto perto de um tribunal. Entretanto existe incertezas sobre se três ou quatro bombas explodiram. Tem havido uma série de explosões de bombas nas cercanias de Bagdá nas últimas semanas, quando forças de segurança norte-americanas e iraquianas lançaram uma ação contra insurgentes na capital. O vice-presidente do Iraque, um político sunita, pediu na quinta-feira ao governo do país que adote novas medidas para livrar as forças de segurança das milícias.Caminhões-bomba O aumento da violência ocorre no mesmo dia no qual foi divulgado o número de mortos por um duplo atentado na cidade de Tal Afar. Na última terça-feira, 27, dois caminhões-bomba mataram 140, segundo dados do governo da província de Nineveh.Na quarta, estes atentados provocaram a reação de milicianos xiitas, que, com o apoio da Polícia local, assassinaram mais de 60 civis sunitas, entre eles mulheres e crianças.Há um ano, Tal Afar foi descrita pelo presidente dos EUA, George W. Bush, como um exemplo dos avanços rumo à paz. Durad Kashmula, governador da Província de Nineveh, disse que os policiais acusados de participação nos assassinatos tinham sido detidos, mas depois libertados a fim de conter distúrbios. O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nuri al-Maliki, mandou que o caso fosse investigado. Violência sectária Segundo o vice-presidente do país, Tareq al-Hashemi, o político sunita mais importante do atual governo, os milicianos que agiram sob "proteção oficial" nos assassinatos de represália deveriam ser combatidos com a mesma severidade com que eram enfrentados os insurgentes. Um comunicado divulgado pelo gabinete dele afirmou que os atentados a bomba contra "nossos irmãos xiitas" precisam parar e condenou o "comportamento criminoso de alguns policiais no assassinato de civis". "Isso requer esforços de ambos os lados para colocar fim ao derramamento de sangue que tem por meta destruir todo o Iraque. Mas isso não será suficiente se o governo não tomar medidas rapidamente para expurgar das forças de segurança as milícias", acrescentou o comunicado. Kashmula repetiu que os ataques de vingança contaram com a participação de policiais. "Eles foram detidos, mas libertados depois devido aos protestos e aos distúrbios", afirmou, referindo-se às manifestações ocorridas na quarta-feira, na cidade.

Agencia Estado,

29 de março de 2007 | 13h57

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