Carros-bomba matam 55 em Bagdá, apesar de ofensiva militar

Dois carros-bomba explodiram em rápida sucessão em áreas xiitas de Bagdá neste domingo, matando 55 pessoas e ferindo mais de 120, em atentados que desafiam uma ofensiva militar iraquiana e americana, que tenta conter a violência na região. As explosões ocorreram dois dias depois de o premier Nuri al-Maliki anunciar um "brilhante sucesso" da Operação Imposição da Lei para redução da violência na capital, lançada na quarta-feira. Generais americanos alertaram que a aparente redução da violência poderia ser temporária, num momento em que os extremistas decidem suas próximas ações e adaptam suas táticas à operação. Um fotógrafo da Reuters, Carlos Barria, que está em uma unidade militar norte-americana, disse que viu sete ou oito corpos espalhados pela rua pouco após as explosões, que ocorreram em um intervalo de dez segundos, separadas por 100 metros. "Eu vi um homem de cerca de 50 anos de idade. Ele estava carregando um menino morto que parecia ter 10 anos. Ele estava segurando ele por um braço e uma perna e estava gritando", disse Barria. Um dos explosivos destruiu parcialmente um prédio de dois andares. Em outro ataque, um policial foi morto quando um carro-bomba explodiu perto de um posto policial em Cidade Sadr, um bairro xiita, dominado pelo Exército Mahdi, do clérigo Moqtada al-Sadr. Líderes árabes sunitas acusam essa milícia por muitas das mortes. No início do domingo, a polícia iraquiana informou que encontrou apenas cinco corpos em Bagdá no sábado, em uma forte queda em relação aos 40 a 50 corpos que são encontrados, por dia, na capital iraquiana.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.