Carros de americanos incendiados na Itália

Três carros pertencentes a americanos que trabalham em bases militares dos EUA em cidades do norte da Itália foram incendiados em ataques separados, disseram hoje autoridades. Ninguém ficou ferido nos incêndios, que destruíram dois carros nas proximidades da base, em Vincenza, e danificaram um outro numa área residencial perto da base de Aviano.Todos os veículos tinham placas especiais usadas pelas forças dos EUA estacionadas na Itália.Um porta-voz americano na base de Vicenza, Margret N. Menzies, disse, num comunicado, que em períodos de tensão "automóveis americanos servem como um meio conveniente para atrair a atenção da mídia e demonstrar desaprovação à política americana"."Acreditamos que apesar de que alguns italianos possam não aprovar o governo americano, eles não estão contra os americanos em geral".Ásia e AustráliaEstudantes entraram em choque com a polícia australiana durante um protesto contra a guerra em Sydney. Em Seul, a polícia sul-coreana reprimiu manifestantes que tentaram escalar os muros da fortemente guardada Embaixada dos Estados Unidos.Também houve manifestações pela paz em cidades da Indonésia, do Paquistão e de Bangladesh, cujas economias dependem muito do dinheiro enviado ao país por cidadãos que trabalham no Oriente Médio.Enquanto isso, o governo japonês rejeitava um pedido norte-americano para o fechamento de Embaixada do Iraque em Tóquio. Apesar de apoiar a guerra liderada pelos Estados Unidos, o governo japonês mantém abertos seus canais diplomáticos com Bagdá.Em Bangcoc, a embaixada iraquiana negou alegações do governo tailandês de que a representação diplomática teria sido fechada após a expulsão de três de seus funcionários, na semana passada. Também nesta quarta-feira, milhares de muçulmanos protestaram no sul da Tailândia, para condenar a guerra e rezar pela paz.Na manifestação de Sydney, estudantes colegiais e universitários faltaram às aulas e dirigiram-se ao centro da cidade. Esta foi a mais violenta manifestação antiguerra realizada na Austrália, cujo governo enviou cerca de 2.000 soldados para lutarem ao lado das tropas norte-americanas e britânicas.Organizadores disseram que cerca de 15.000 pessoas participaram do protesto. A polícia garante que os manifestantes somavam somente 2.000.Alguns jovens atacaram a polícia com garrafas, disseram testemunhas. Outros derrubaram cadeiras e mesas nas calçadas, em frente a bares. Um policial ficou levemente ferido e pelo menos 14 pessoas foram detidas, disse um porta-voz da polícia, sob condição de anonimato.Mais tarde, manifestantes atiraram garrafas contra um prédio do governo que abriga o gabinete do primeiro-ministro John Howard.A polícia atribuiu a violência a uma grupo de jovens de "descendência do Oriente Médio". Alguns jovens deploraram a manifestação violenta, iniciada com a queima de bandeiras dos Estados Unidos e com fogos de artifício lançados em frente ao Consulado dos EUA na cidade.Em Seul, a polícia deteve 30 manifestantes que escalaram os muros da Embaixada dos Estados Unidos e abriram uma faixa que dizia "Pare a guerra! Não a Bush!", informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Uma bandeira norte-americana foi queimada. Pelo menos um manifestante ficou ferido. Veja o especial :

Agencia Estado,

26 de março de 2003 | 14h20

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