Reprodução/ Twitter @PiensaPrensa
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Carros de polícia prensam manifestante chileno; veja vídeo

Atropelamento aconteceu em mais um dia de protestos violentos no País

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2019 | 23h30

Um jovem foi atropelado e prensado por dois carros da polícia chilena nesta sexta-feira, 20, em mais um dia de protestos violentos no País. As informações são do canal CNN Chile.

O atropelamento aconteceu perto da Plaza Baquedano, na capital Santiago, por volta das 19h. Alguns manifestantes socorreram imediatamente o jovem, enquanto um grupo revidou contra os carros. 

Diversos vídeos do momento circulam nas redes sociais. Ainda não há informações oficiais sobre a identidade e o estado de saúde da vítima. 

Protestos. Confrontos violentos entre manifestantes e polícia eclodiram nesta sexta-feira em vários pontos no centro de Santiago, após uma nova estratégia do governo para evitar a concentração de pessoas com um maior deslocamento de tropas. 

Dois meses após o início dos protestos sociais, a Intendência de Santiago (província) aplicou uma nova fórmula de "cooperação" da Plaza Italia, epicentro das manifestações, cercada e cheia de policiais, para evitar concentrações. Os protestos são tradicionalmente mais lotados neste local na sexta-feira, exatamente. 

"Não temos manifestações autorizadas naquele local e, portanto, não é apropriado que existam", disse Felipe Guevara, prefeito de Santiago, horas antes do início dos tumultos. Os incidentes estavam concentrados em torno da Plaza Italia e do Forestry Park, embora também chegassem à frente do palácio do governo, disseram jornalistas da agência AFP. 

"O que procuramos é que os direitos das pessoas que circulam ou vivem no setor Plaza Italia deixem de ser afetados. Queremos que policiais prudentes nas ruas, sem inibição, protejam os cidadãos de atos violentos", acrescentou Guevara.

Mas, à tarde, vários grupos de manifestantes, principalmente jovens, avançaram para a Plaza Italia, sendo dispersos com força pela polícia, que usava gás lacrimogêneo e jatos de água. Cerca de vinte ciclistas foram os primeiros a derrotar a cerca da polícia, enquanto outros manifestantes a pé tentaram, sem sucesso, entrar na praça. Depois de quase uma hora de luta, os manifestantes quebraram as cercas de metal e conseguiram superar os policiais, que tiveram que voltar às ruas próximas. 

Já no local, renomeados para praça "Dignidade", eles plantaram uma bandeira chilena. Outro pequeno grupo de manifestantes marchou para o oeste até a Alameda Avenue – a principal artéria do centro de Santiago – até chegar à frente do palácio do governo, La Moneda, onde jogaram pedras na polícia que os dispersaram com gás lacrimogêneo. 

Os protestos no Chile eclodiram em 18 de outubro devido ao aumento da tarifa do metrô de Santiago, mas depois levaram a uma ampla queixa contra o governo de Sebastián Piñera e ao pedido de políticas sociais de maior igualdade. /AFP

 

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