Carta limita propriedade privada a 5 mil hectares

Segundo a nova Constituição boliviana, aprovada em consulta popular no domingo, fica proibida a nacionais e estrangeiros a aquisição de propriedades com mais de 5 mil hectares. A determinação, entretanto, não é retroativa, o que significa que os atuais donos de terras que excedam esse limite não estão ameaçados.Inicialmente, o projeto constitucional apresentado pelo presidente Evo Morales previa a expropriação de todos os terrenos que excedessem o teto de 5 mil hectares. A ideia, entretanto, causou furor, sobretudo no oeste da Bolívia, onde estão concentrados os grandes produtores rurais. Diante da pressão da oposição, Evo optou por amenizar a medida, limitando-a aos novos compradores.Durante o período de um ano de atividade da Assembleia Constituinte na Bolívia, até novembro de 2007, a reforma agrária proposta por Evo foi um dos pontos de maior discórdia entre o presidente e a oposição, concentrada em torno do partido Podemos, sem que nenhuma decisão tenha sido tomada. Havia propostas de limitar as terras a 5 mil ou 10 mil hectares. No fim, venceu o limite mais rigoroso, mas Evo decidiu amenizá-lo, retirando a ameaça aos grandes proprietários.

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