Cartazes 'lançam' aliado de Chávez para a presidência

Presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, acusa oposição de forjar anúncios para dividir chavistas

CARACAS, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2012 | 03h07

Em meio a especulações sobre o estado de saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, cartazes em apoio à candidatura do presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello foram colocados ontem na Avenida do Libertador, em Caracas. Os cartazes tinham a sigla do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e uma foto do deputado com o braço erguido. Cabello acusou a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática de forjar os cartazes para estimular divisões no chavismo.

"Os amargurados estão doentes. Agora resolveram colar cartazes. Para eles, a lealdade não existe Nosso único candidato é Chávez", escreveu Cabello em sua conta no Twitter. "Os brutos assessores da MUD pensam que colando esses cartazes com meu nome vão dar mais votos ao majunche (medíocre, apelido dado por Chávez ao candidato opositor, Henrique Capriles)".

Ainda de acordo com o deputado, os cartazes são uma tentativa da oposição de provocar cisões no chavismo. Cabello é aliado de longa data de Chávez e foi quem lhe devolveu o poder após o golpe de Estado de 2002. Militar, ele é considerado muito ligado à cúpula do Exército.

Em recuperação após a remoção do segundo tumor pélvico em um ano, Chávez tem evitado aparições públicas e se comunica com os venezuelanos pelo Twitter e pelo telefone.

Seu estado de saúde levou a rumores sobre suas condições de disputar a reeleição em outubro contra Capriles. Apesar do discurso oficial do PSUV ser o de que não há alternativa à candidatura do presidente, rumores colocam Cabello, o vice-presidente Elías Jaua e o chanceler Nicolás Maduro como os possíveis substitutos do líder bolivariano.

Uma pesquisa do Instituto Datanálisis, divulgada no final de março, dá a Jaua 29% das intenções de voto, caso ele tenha de substituir Chávez. Maduro tem 23% e Cabello 20%. Todos seriam derrotados por Capriles, segundo o instituto. / EFE

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