Cartéis do México receberam cerca de 15 mil armas dos EUA entre 2005 e 2009

Segundo estudo, armamento pesado é usado em ataques contra funcionários dos dois países

Efe,

10 de setembro de 2010 | 22h24

SAN DIEGO, EUA- De acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira, 10, os cartéis de droga mexicanos receberam cerca de 15 mil armas dos Estados Unidos de 2005 a 2009.

 

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Segundo o informe do Instituto Trans-Fronteiriço da Universidade de San Diego (USD), uma das tendências tem sido o aumento no número de rifles de estilo militar e munição, apesar dos esforços dos governos dos dois países para evitar o tráfico de armas.

 

Colby Goodman e Michel Marizco, autores do estudo, indicam que o armamento tem sido usado pelos cartéis para atacar a polícia, funcionários e jornalistas no México, impor impostos ilegais contra a população mexicana, e inclusive para atacar funcionários do Departamento de Estado nos Estados Unidos.

 

Os pesquisadores também afirmam que o tráfico de armas contribui para criar fluxos de imigração para sair das zonas de violência, em alguns casos para os Estados Unidos.

 

Em maio de 2010, o governo mexicano declarou que das 75 mil armas de fogo que apreendeu nos últimos três anos, cerca de 80%, ou 60 mil delas, procedia dos EUA, principalmente do Texas, Arizona e Califórnia.

 

Uma das evidências de aumento da demanda de armas procedentes dos EUA no México é a alta de preço dos rifles semiautomáticos AK-47, que podem ser comprados por entre US$ 1.200 e US$ 1.600 nos EUA, mas que são vendidos por entre US$ 2.000 e US$ 4.000 no sul do México.

 

De acordo com o estudo, as duas principais armas de fogo usadas no México são semiautomáticos AK-47 e rifles clonados AR-15 de fabricação romena, que foram importados pelos EUA, apesar do embargo a rifles semiautomáticos.

 

Outras armas cada vez mais traficadas são os rifles calibre .50 BMG, pistolas de 5,7 mm, além de tambores de revistas para o AK-47 com cartuchos de munições de 50, 75 e 100 tiros.

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