Cartel mexicano leva terror à Guatemala

A Guatemala não tem forças de segurança suficientes para estender a outras regiões o estado de sítio imposto no Departamento (Estado) de Alta Verapaz para combater o narcotráfico. A admissão de impotência diante das gangues da droga foi feita ontem pelo próprio presidente guatemalteco, Álvaro Colom.

AP e EFE, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

Em Coban, a 100 quilômetros da Cidade da Guatemala, gangues circulam pelas ruas em carros blindados e de metralhadoras em punho. Traficantes atiram a esmo em pessoas e sequestram qualquer mulher que lhes chame atenção.

Líderes da região montanhosa de Alta Verapaz, que se tornou o principal corredor para transporte de drogas de Honduras ao México, dizem ter solicitado várias vezes nos últimos dois anos a intervenção federal.

As Forças Armadas da Guatemala decretaram no domingo estado de sítio de um mês em Alta Verapaz para tentar retomar a cidade, que foi tomada pela brutal gangue mexicana Los Zetas. As medidas permitem ao Exército deter suspeitos sem mandados de prisão, conduzir buscas sem autorização judicial, proibir a posse de armas, aglomerações em lugares públicos e controlar a imprensa. Questionado sobre a possibilidade de estender o estado de sítio a outras regiões dominadas pelos cartéis mexicanos, Colom afirmou que as forças guatemaltecas não têm capacidade para uma operação dessa dimensão.

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