Carter obtém libertação de americano em Pyongyang

ATLANTA, EUA

EFE, REUTERS e AP, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter obteve ontem a libertação na Coreia do Norte do americano Aijalon Gomes, preso desde janeiro e condenado a 8 anos de trabalhos forçados por entrar ilegalmente no país comunista por meio da China, revelou a porta-voz do Centro Carter, Deanna Congileo.

A agência norte-coreana KCNA informou que Carter e Gomes - para quem o ex-presidente obteve uma anistia - já haviam partido de Pyongyang. Eles devem chegar hoje aos EUA.

Segundo a KCNA, o número 2 do regime norte-coreano, Kim Yong-nam, disse a Carter que a Coreia do Norte está disposta a retomar as conversações sobre seu programa atômico e está comprometida com a desnuclearização da Península Coreana.

Kim na China. No mesmo dia em que Carter chegou à Coreia do Norte, o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, chegou ontem à China para uma visita oficial acompanhado de seu filho mais novo, Kim Jong-un, de 26 anos, aumentando as especulações sobre uma possível sucessão no governo norte-coreano. Segundo fontes da Coreia do Sul, há rumores de que a viagem de Kim tem como objetivo consultar Pequim, seu principal aliado, sobre seu sucessor, além de debater a questão do desarmamento nuclear e ampliar a ajuda econômica ao governo de Pyongyang.

Segundo analistas, há uma série de indícios que confirmariam uma possível sucessão na Coreia do Norte - principalmente porque se acredita que, em agosto de 2008, Kim tenha sofrido um derrame cerebral e esteja com a saúde frágil desde então.

Um dos fatos que confirmariam esse possibilidade é a convocação de uma reunião especial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte em setembro para a escolha de novos líderes.

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