Cartilha do governo dos EUA reduz "status" da camisinha

Uma cartilha do governo norte-americano que, durante muito tempo, defendeu o uso da camisinha como "muito eficiente" para evitar a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, agora exibe um resumo mais neutro sobre os prós e contras do preservativo. Os democratas do Congresso denunciaram que tal política está em desacordo com os dados científicos. Também chamaram a atenção para uma cartilha produzida pelo Instituto Nacional do Câncer, a respeito da relação existente entre o aborto e o câncer de mama. Até o último verão (no hemisfério norte), ela dizia que as mulheres que fazem aborto não correm mais riscos de ter câncer de mama do que as demais; agora, diz que esta evidência não está clara. "Estamos seriamente preocupados com essas alterações e a omissão de informações científicas importantes", disseram o deputado Henry Waxman e outros 13 democratas, em uma carta enviada na quarta-feira ao secretário da Saúde, Tommy Thompson. "Simplesmente, a informação que costumava estar baseada em dados científicos está sendo subtraída do público, quando entra em conflito com a agenda política do governo." Os funcionários do Departamento de Saúde disseram que as revisões estão de acordo com os dados científicos e negaram qualquer manipulação política desses dados. No site na Internet do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades, a cartilha sobre o uso da camisinha diz que evitar a prática sexual é a melhor maneira de prevenir a transmissão do vírus HIV. A antiga versão dizia: "Mas, para aqueles que praticam o ato sexual, as camisas de Vênus são altamente eficientes, quando usadas de forma constante e correta."

Agencia Estado,

19 Dezembro 2002 | 17h52

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