Cartunista do 'Charlie Hebdo' deixa publicação, seis meses após ataque terrorista

Rénald Luzier diz que as tensões no semanário aumentaram desde o atentado de extremistas islâmicos

O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2015 | 20h54

PARIS - Um dos cartunistas sobreviventes do semanário satírico francês "Charlie Hebdo" decidiu deixar a publicação, citando a crescente pressão após o ataque terrorista de janeiro. Rénald Luzier, que assina suas ilustrações como "Luz", disse em entrevista ao jornal francês "Libération" que sua "decisão muito pessoal" permitirá que ele se reconstrua, "volte a ter o controle sobre mim".

O cartunista tornou-se um ícone após desenhar o profeta Maomé na capa da primeira edição do semanário após o ataque dos extremistas islâmicos, que deixou 12 mortos. Mas, segundo Luzier, a atenção da mídia pesou muito nos últimos tempos.

Desde o ataque, as tensões cresceram na publicação, inicialmente sobre como o jornal de esquerda deveria lidar com o fato de ter se tornado uma marca global. Mais recentemente, houve uma disputa interna após a suspensão de um colunista pela direção da publicação.

Luzier citou as decisões do comando do semanário e também o trauma após o ataque terrorista de janeiro. Segundo ele, cada edição é uma tortura, pois os demais não estão mais presentes. / Dow Jones Newswires

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