LARRY W. SMITH / Efe
LARRY W. SMITH / Efe

Cartunista que venceu concurso no Texas diz que morte de atiradores foi questão de 'justiça'

'Eles vieram nos matar e morreram por isso', disse o americano Bosch Fawstin; ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico 

O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2015 | 10h41


AUSTIN, EUA - Para o cartunista que ganhou o concurso de caricaturas de Maomé no Estado americano do Texas, a morte dos dois homens armados que atacaram o local da exposição foi uma questão de justiça. "Eles vieram para nos matar e morreram por isso. Justiça", tuitou o artista Bosch Fawstin na segunda-feira 4.

Elton Simpson e Nadir Soofi foram mortos na noite de domingo no Centro Curtis Culwell, em Garland, quando se aproximaram de carro do local e abriram fogo contra os policiais que faziam a segurança.

A charge de Fawstin mostra o profeta Maomé com um turbante, armado de espada e gritando: "Você não pode me desenhar”. Em resposta, uma mão segurando um lápis aparece desenhando Maomé, tendo ao lado a inscrição: "É por isso que eu desenho você."

A Iniciativa Americana em Defesa da Liberdade, entidade patrocinadora do evento de domingo, concedeu a Fawstin, um nova-iorquino e ex-muçulmano, US$ 12.500 em prêmios e o apresentou à multidão como um homem corajoso e justo.

Contatado por telefone na segunda-feira, Fawstin disse que o ataque de domingo o fez temer por sua segurança, mas iria continuar com o seu trabalho. "Certamente isso é preocupante. Você faz o seu trabalho e pessoas lá fora querem te matar por isso. Entendo a ameaça, mas eu não vou ser intimidado por isso. Ainda pretendo ir lá e ainda pretendo falar abertamente."

Para a maioria dos muçulmanos, desenhos de Maomé são ofensivos. No evento no Texas, Fawstin disse que se trata de liberdade de expressão. /REUTERS

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