Casa Branca afasta apoio imediato a Hillary Clinton

O presidente dos EUA, Barack Obama, não respaldará formalmente sua ex-secretária de Estado Hillary Clinton na corrida presidencial, por enquanto. Segundo a Casa Branca, ainda é possível que apareçam mais aspirantes democratas, até mesmo outros "amigos".

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2015 | 02h05

Um dia depois de Hillary, a quem Obama derrotou nas primárias democratas de 2008, anunciar sua intenção de ser a candidata do Partido Democrata nas eleições presidenciais de 2016, o porta-voz da presidência, Josh Earnest, afastou qualquer rumor sobre um possível apoio imediato do presidente.

"Os dois (Obama e Hillary) transformaram-se em amigos. Mas há outras pessoas que são amigas do presidente que em algum momento poderiam decidir entrar na corrida presidencial. Portanto, o presidente não ofereceu nenhum tipo de respaldo formal por enquanto", afirmou o porta-voz.

Embora Earnest não tenha identificado esses "amigos", entre eles estaria possivelmente o vice-presidente Joe Biden, que está avaliando se vai concorrer à Casa Branca.

Earnest ressaltou que dependerá dos eleitores decidir quem será o candidato democrata à presidência em 2016 e, uma vez concluído esse processo, quem receber a indicação do partido "pode ter certeza que contará com o apoio do presidente".

No sábado, Obama assegurou que Hillary é "sua amiga" e "seria uma excelente presidente", algo que alguns comentaristas tinham interpretado como um respaldo implícito à ex-titular das Relações Exteriores (2009 a 2013), considerada a grande favorita do partido na corrida presidencial.

Segundo o porta-voz, o tema escolhido por Hillary para sua campanha presidencial (a ideia de que a economia americana favorece demais aos mais ricos em detrimento da classe média) se identifica com boa parte das preocupações expressadas por Obama nos últimos anos.

De fato, o começo da campanha de Hillary coincide com uma semana na qual Obama estará centrado em suas ideias econômicas para beneficiar a classe média, com vários eventos até quinta-feira sobre o tema. No entanto, o porta-voz assegurou que o foco na economia se deve ao fato de estar terminando o prazo para que os americanos apresentem sua declaração anual de imposto de renda. / EFE

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