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EFE/Justin Lane
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Casa Branca chama de 'degradantes' comentários de Trump sobre mexicanos

Porta-voz recusou-se durante dias a comentar sobre a polêmica em torno das declarações do magnata, mas hoje deu uma indireta para o pré-candidato republicano durante sua entrevista coletiva diária

O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 19h04

WASHINGTON - A Casa Branca tachou nesta quinta-feira, 9, de "degradantes" os comentários do pré-candidato presidencial republicano Donald Trump sobre a imigração irregular nos Estados Unidos e lamentou o fato de poucos republicanos no Congresso terem criticado abertamente suas declarações.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, se recusou durante dias a comentar sobre a polêmica em torno das declarações de Trump, mas hoje deu uma indireta para o pré-candidato republicano durante sua entrevista coletiva diária. 

"Uma parte importante dos republicanos no Congresso se negou a criticar a ofensiva retórica racial de um dos principais candidatos à presidência", disse Earnest, sem pronunciar o nome de Trump. "Isso sem contar o republicano do Senado que apoiou esse candidato", acrescentou, em aparente referência a Ted Cruz, senador e pré-candidato republicano à presidência que defendeu as palavras do magnata.

Ao ser questionado se seus comentários equivaliam a uma condenação explícita da Casa Branca às declarações de Trump sobre os imigrantes mexicanos, Earnest direto. "Até agora evitei fazer comentários sobre suas afirmações, em algumas ocasiões degradantes. Acho que, com isso, já disse o suficiente", afirmou o porta-voz do presidente Barack Obama.

No dia 16 de junho, Trump anunciou sua intenção de concorrer nas prévias do Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016 e fez duras críticas contra os imigrantes mexicanos e chegou a propor que um "grande muro" fosse erguido entre os dois países.

"O México manda sua gente (para os EUA), mas não manda os melhores. Está enviando gente com um montão de problemas. Pessoas que estão trazendo drogas, que estão cometendo crimes, estupradores. Mas assumo que há alguns deles que são bons", afirmou.

Desde então, as emissoras de televisão Univisión, ESPN e NBC, a rede de lojas de departamento Macy's e o chefe de cozinha espanhol José Andrés romperam suas relações com Trump, assim como a empresa responsável pela organização das corridas da Nascar, entre outros.

Entre os pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA que se distanciaram dos comentários de Trump estão Jeb Bush, Marco Rubio e Rick Perry. Por enquanto, o presidente americano, Barack Obama, não se pronunciou sobre a polêmica. / EFE

Vídeo: EUA têm 11 milhões de imigrantes ilegais

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