Casa Branca cobra destruição de mísseis iraquianos

Apesar da aparente divisão dentro do Conselho de Segurança da ONU, a administração do presidente dos EUA, George W. Bush, prevê que os membros do CS irão se unir para enfrentar o Iraque na questão do desarmamento. Contudo, o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, declinou em dizer quanto tempo isso levaria. A única pista que Fleischer deu sobre a agenda da Casa Branca em seu comentário é que os EUA não estão interessados na proposta da França para que o chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, submeta um novo relatório no dia 14 de março.No curto prazo, Fleischer disse que os EUA esperam que o Iraque destrua os mísseis que os inspetores de armas encontraram esta semana e concluíram que violam os termos da resolução da ONU de nº 687. "A resolução 687, que os EUA votaram a favor, declara que esses mísseis devem ser destruídos, removidos ou neutralizados. Isso ficará como o próximo teste importante", disse Fleischer. O porta-voz da Casa Branca disse que os EUA continuam a apoiar uma segunda resolução da ONU sobre o Iraque, mas manteve-se vago sobre o que a resolução demandaria ou quando seria submetida ao Conselho de Segurança.Fleischer indicou que os EUA não devem insistir sobre uma autorização explícita do uso da força, porque isso já está na resolução 1441. "As palavras exatas, eu penso, serão discutidas. Mas o Conselho de Segurança da ONU já disse que se o Iraque falhar em cumprir com a resolução 1.441, que ordenou o desarmamento completo e imediato, haverá sérias conseqüências", disse Fleischer. "O momento será algo que os EUA, em acordo com seus aliados, irá determinar. Eu penso que é muito cedo para dizer algo neste momento", disse.Antes que ocorra o debate sobre uma nova resolução, Fleischer disse que os EUA querem que seus aliados estudem o relatório apresentado hoje pelo chefe dos inspetores de armas, Hans Blix. Fleischer indicou que se eles fizerem isso, verão que Blix declarou claramente que o Iraque não está se desarmando. "Nenhum lugar do mundo recebeu qualquer conforto hoje em Nova York, de que Saddam Hussein (presidente do Iraque) mostrou aos inspetores que ele se desarmou. Muito pelo contrário", disse Fleischer. "O presidente quer que o mundo estude cuidadosamente o que o sr. Blix disse", acrescentou.

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