Doug Mills/The New York Times
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Casa Branca compara aparição de Trump com Bíblia a ato de Churchill na 2ª Guerra 

Trump caminhou na segunda-feira da Casa Branca até a Igreja de São João, um edifício icônico localizado nas proximidades e danificado em meio aos protestos no fim de semana, para fazer uma foto logo após a repressão aos manifestantes

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 20h17

WASHINGTON - A Casa Branca defendeu veementemente nesta quarta-feira, 3, a polêmica aparição de Donald Trump com a Bíblia na mão em frente a um templo perto da residência presidencial, depois de ordenar a dispersão repressiva a uma manifestação nos arredores do local. 

"O presidente queria enviar uma mensagem forte", disse a porta-voz Kayleigh McEnany, garantindo que Trump seguiu os passos de grandes figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill

"Ao longo dos séculos, vimos presidentes e líderes experimentarem momentos fortes de liderança e símbolos importantes para um país", disse McEnany. 

Foi assim que Churchill agiu, disse ela, "que foi pessoalmente ver os danos causados pelas bombas (em Londres durante a 2ª Guerra), em uma poderosa mensagem de liderança para o povo britânico".

Trump caminhou na segunda-feira da Casa Branca até a Igreja de São João, um edifício icônico localizado nas proximidades e danificado em meio aos protestos no fim de semana, para fazer uma foto logo após a repressão aos manifestantes. 

Para Entender

O caso George Floyd

Homem negro de 46 anos foi morto por policial branco durante abordagem; desencadeados pelo assassinato, protestos contra o racismo e a violência policial eclodiram nos EUA e no mundo

O fato provocou críticas indignadas dos líderes políticos e religiosos, que também lamentaram que o morador da Casa Branca se apresentasse com uma Bíblia nas mãos diante dos fotógrafos. 

Mariann Budde, episcopisa da diocese de Washington, à qual pertence a Igreja de São João, classificou como "profundamente ofensivo" o uso de algo sagrado "incorretamente para um gesto político"./AFP 

 

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