Casa Branca condena novo vazamento de documentos do WikiLeaks

'Ação é imprudente e perigosa' e poderia 'colocar vidas em risco', diz governo americano

Reuters

28 de novembro de 2010 | 21h57

WASHINGTON - A Casa Branca condenou neste domingo, 28, a "ação imprudente e perigosa" do site WikiLeaks de revelar documentos diplomáticos secretos dos EUA e disse que tal decisão poderia colocar vidas em perigo e prejudicar as relações com países amigos.

 

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O site divulgou mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA enviados para mais de 250 embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, revelando iniciativas e bastidores polêmicos sobre a política externa de Washington.

 

Os documentos, divulgados pelos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), El País (Espanha) e pela revista Der Spiegel (Alemanha), fazem parte do maior vazamento de material diplomático da história e colocam Washington em uma situação delicada.

 

Esses documentos poderiam comprometer discussões particulares com governos estrangeiros e com líderes da oposição. Quando o conteúdo dessas conversas é publicado nas capas de jornais de todo o mundo, podem ter um impacto profundo não só nos interesses da política externa dos EUA, mas também na de aliados de todo o mundo", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

 

Entre as principais revelações estão as ordens da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, para que fossem realizadas investigações sobre altos oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive sobre o secretário-geral da entidade, e bastidores das tensões sobre o programa nuclear de mísseis do Irã.

 

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão. O site promete mais vazamentos nos próximos dias.

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