Bobby Yip/Reuters
Bobby Yip/Reuters

Casa Branca confirma falha em lançamento de foguete norte-coreano

EUA rotularam a ação do regime de Pyongyang de 'provocação que ameaça a segurança regional'

EFE,

12 de abril de 2012 | 23h02

Washington - A Casa Branca confirmou nesta quinta-feira em comunicado o fracasso no lançamento de um míssil norte-coreano e rotulou a ação do regime de Pyongyang de "provocação que ameaça a segurança regional" além de uma violação da lei internacional.

A nota confirma a falha daquilo que os Estados Unidos insistem ser um lançamento de um míssil e não um satélite de observação, como assegura a Coreia do Norte.

"Apesar desta ação não nos surpreender dado o patrão de comportamento agressivo da Coreia do Norte, qualquer atividade de mísseis norte-coreana é uma preocupação para a comunidade internacional", indica o comunicado.

Sem palavras. Um porta-voz do Comitê de Tecnologia Espacial da Coreia do Norte evitou fazer comentários em Pyongyang sobre o lançamento de um foguete de longo alcance e se limitou a dizer que "por enquanto não há informação", segundo a agência de notícias japonesa "Kyodo".

Em declarações a um grupo de imprensa estrangeira na capital norte-coreana, o porta-voz acrescentou que as autoridades divulgarão informações relevantes "em seu devido tempo".

Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos declararam nesta quinta-feira que a Coreia do Norte havia lançado um foguete de longo alcance que, aparentemente, caiu no Mar Amarelo após dividir-se em vários fragmentos no ar por uma possível explosão.

A Coreia do Norte havia colocado um monitor no centro habilitado para a imprensa estrangeira com a suposta finalidade de acompanhar o lançamento, mas a tela não chegou a ser ligada apesar de os meios de comunicação internacionais terem confirmado a decolagem do foguete, indicou a "Kyodo".

Segundo o governo japonês o projétil, lançado por volta das 7h40 locais (19h40 de Brasília), alcançou uma altitude de 120 quilômetros antes de aparentemente explodir e cair no mar.

O Japão havia preparado um plano de contingência para derrubar o foguete, através de um sistema de mísseis terra-ar PAC-3, além de três navios destróieres com equipamentos de interceptação e caças F-15 de apoio.

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