Yemeni Ministry of Interior/AFP
Yemeni Ministry of Interior/AFP

Casa Branca anuncia morte de líder da Al-Qaeda na Península Arábica

Qassim al-Rimi, fundador e chefe do grupo, foi morto no Iêmen

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 21h06

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira que o líder da Al-Qaeda na Península Arábica, Qassim al-Rimi, morreu em uma operação militar americana no Iêmen.

"Por ordem do presidente Donald Trump, os Estados Unidos realizaram uma operação antiterrorista no Iêmen na qual Qassim al-Rimi foi eliminado com sucesso", disse a Casa Branca em comunicado.

A morte do líder da Al-Qaeda na Península Arábica havia sido informada na semana passada pelo jornal The New York Times, mas só foi confirmada hoje pelo governo americano.

A Al-Qaeda na Península Arábica é uma das filiais mais perigosas da organização terrorista e já realizou vários atentados contra os interesses dos Estados Unidos no Iêmen. A operação contra al-Rimi representa um golpe importante no grupo.

O Times informou na última sexta-feira que os serviços de inteligência dos EUA acreditavam ter matado o líder terrorista em um ataque aéreo realizado em janeiro.

Al-Rami, de 41 anos, foi acompanhado por meses pelo governo americano. Ele foi um dos fundadores da Al-Qaeda na Península Arábica, muito próximo do atual líder da organização, Ayman al-Zawahiri, e trabalhou para Osama Bin Laden no Afeganistão na década de 1990.

Na nota divulgada hoje, a Casa Branca diz que a Al-Qaeda na Península Arábica cometeu vários atos de violência contra a população civil no Iêmen e inspirou vários ataques contra as forças americanas ao redor do mundo.

No último domingo, o grupo reivindicou a autoria de um ataque realizado por um integrante da Força Aérea da Arábia Saudita que estudava em uma base militar na Flórida e matou a tiros três pessoas no início de dezembro.

"A morte de al-Rimi degrada ainda mais o movimento global da Al-Qaeda e nos aproxima mais da eliminação das ameaças que esses grupos apresentam para a segurança americana", afirmou a nota da Casa Branca, assinada por Trump.

Segundo o Times, a Agência Central de Inteligência (CIA) localizou al-Rimi em novembro graças a um informante no Iêmen e começou a monitorá-lo com drones. Ele liderava a Al-Qaeda na Península Arábica desde 2015, depois da morte de Naser al Wahishi, também alvo de uma operação americana no país.

Até então, al-Rimi era o chefe militar da Al-Qaeda na Península Arábica, cargo no qual conseguiu recrutar uma nova geração de terroristas para fazer parte da organização.

Os EUA o incluíram na lista de terroristas mais procurados em 2010 e oferecia US$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura. /EFE/AFP

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