Mladen Antonov/Reuters
Mladen Antonov/Reuters

Casa Branca confirma primeira reunião entre Trump e Putin

Os dois se encontrarão, pela primeira vez, durante a cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 15h53

Nova York - A Casa Branca confirmou nesta quinta-feira, 29, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá uma reunião bilateral com o mandatário da Rússia, Vladimir Putin, durante a próxima cúpula do G20, em Hamburgo, na Alemanha, entre 7 e 8 de julho.       

O encontro, o primeiro entre os dois líderes, acontecerá em meio ao "Russiagate", inquérito do FBI que investiga suspeitas de interferência de Moscou nas eleições americanas de novembro, vencidas por Trump, e um suposto conluio entre a equipe do republicano e funcionários do Kremlin.       

Na ocasião, a Rússia teria patrocinado ataques cibernéticos contra o Partido Democrata para abalar a imagem de sua candidata, Hillary Clinton, e beneficiar o magnata na disputa pela Casa Branca.       

Em outro episódio, Trump é acusado por adversários de ter revelado segredos de inteligência sobre o Estado Islâmico ao chanceler russo, Serguei Lavrov, durante uma reunião em Washington.       

Apesar disso, as relações entre os dois países se deterioraram nos últimos meses, após o bombardeio dos EUA contra a base militar síria de Shayrat - Moscou luta ao lado do regime de Bashar Assad, enquanto Washington apoia grupos rebeldes.       

Segundo Putin, as relações bilaterais caíram para o "ponto mais baixo desde os tempos da Guerra Fria". Durante o G20, Trump também terá encontros com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da China, Xi Jinping, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. Além desses cinco países, o grupo ainda reúne África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido e Turquia, além da União Europeia.       

Denunciado por corrupção, o presidente Michel Temer será o único líder ausente na cúpula de Hamburgo. / Ansa

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