Casa Branca contesta estratégia israelense de retirada

A estratégia israelense de manter seus soldados cercando a periferia do território autônomo palestino foi rejeitada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA, que renovou a exigência norte-americana de uma retirada total da Cisjordânia. Funcionários do governo dos Estados Unidos também não apóiam a exigência israelense de que os palestinos entreguem suspeitos de atentados. O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que a Autoridade Palestina (AP) reclama jurisdição sobre os homens procurados e os dois lados devem chegar a um acordo sobre o tema. Governos árabes e europeus vêm pressionando o governo de George W. Bush para que abandone sua atual postura, vista como claramente favorável a Israel. Porém, o líder da maioria democrata no Congresso dos Estados Unidos, Tom Daschle, disse hoje ao maior grupo lobista em favor de Israel que o apoio norte-americano ao Estado judeu deve ser total. No Oriente Médio, o enviado especial dos EUA à região, o subsecretário de Estado William Burns, reuniu-se com o líder palestino Yasser Arafat durante cerca de duas horas no quartel-general do presidente da AP em Ramallah, onde cerca de 300 assessores, seguranças e voluntários estrangeiros estão confinados pelo Exército de Israel a algumas salas do complexo desde 29 de março. Burns e Arafat discutiram os impasses em Ramallah e Belém, as possibilidades de trégua e a ajuda humanitária aos palestinos, informaram fontes norte-americanas e palestinas.

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