AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
AP Photo/Pablo Martinez Monsivais

Casa Branca defende decisão de Trump de demitir secretária de Justiça interina

Porta-voz defendeu o presidente das críticas de que o decreto preparado as pressas e sem consultar outros departamentos do governo e acusou a imprensa de mentir sobre isso

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2017 | 17h17

WASHINGTON -  A Casa Branca justificou nesta terça-feira, 31, a demissão da secretária de Justiça interina Sally Yates, que deixou o cargo ontem a pedido do presidente Donald Trump após se negar a defender o governo em processos envolvendo o controvertido decreto que proíbe a entrada de muçulmanos de sete países nos Estados Unidos, além de acabar com o programa de recebimento de refugiados no país. 

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer disse que ela foi demitida por se negar a cumprir uma ordem considerada legal pelo governo. Além disso, Spicer defendeu o presidente das críticas de que o decreto foi preparado as pressas e sem consultar outros departamentos do governo e acusou a imprensa de mentir sobre isso. 

Além disso, Spicer disse que o decreto "não é sobre refugiados, mas sobre viajantes" - o que não é verdadeiro - e disse que a imprensa mente ao chamá-lo de "veto" e não "escrutínio extremo". Ele também contestou a informação de que o decreto teria como foco muçulmanos, apesar de a ordem executiva tratar de países de ampla maioria islâmica e abrir exceções para minorias religiosas - cristãos em especial. 

O decreto de Trump provocou uma onda de protestos em aeroportos americanos e ao redor do mundo. Ele proíbe a entrada de cidadãos de Somália, Líbia, Iêmen, Sudão, Síria, Irã, Iraque no país, além de suspender a entrada de refugiados. / AP

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