REUTERS/ Kyle Grillot
REUTERS/ Kyle Grillot

Casa Branca divulga lista de metas que dificulta acordo com democratas sobre imigrantes

Entre as demandas estão o financiamento de um muro na fronteira com o México e a limitação no repasse federal às cidades santuário

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2017 | 21h05

WASHINGTON - A administração Trump divulgou neste domingo, 8, uma lista de metas que devem ser cumpridas para garantir proteção aos 800 mil jovens que entraram ilegalmente nos Estados Unidos quando eram crianças. Conhecido como Daca (Ação Diferida para Chegadas de Crianças, em tradução livre), o programa que impedia a deportação desses jovens foi suspenso pelo presidente em setembro, mas um prazo de seis meses foi dado para que o Congresso encontrasse uma alternativa para a situação dos jovens.

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A lista, distribuída ao Congresso neste domingo, inclui o financiamento de muro que Donald Trump quer construir na fronteira com o México, uma redução no número de menores que deixam países da América Central e são recebidos nos EUA e limitação no repasse federal às chamadas cidades santuários, que acolhem os imigrantes em situação ilegal. 

As demandas foram rapidamente condenadas por líderes democratas no Congresso, que ainda tinham a esperança de chegar a um acordo com o presidente Trump para proteger os jovens chamados de "dreamers". O programa Daca, aprovado na gestão de Barack Obama, dava uma permissão de dois anos para que os imigrantes trabalhassem no país e foi considerado "inconstitucional" por Trump.

Histórico.

Obama criou por decreto o plano, que concede permissão de dois anos, renováveis, para formalizar a situação dos jovens, ante a impossibilidade do Congresso aprovar a Lei Dream, acrônimo em inglês de "Desenvolvimento, Alívio e Educação para Menores Estrangeiros", uma norma que contemplaria estes casos. 

Por este motivo, estes 800.000 imigrantes sem documentos que recorreram ao Daca, de acordo com dados oficiais, são conhecidos como 'Dreamers'. 

Estes imigrantes sem documentos, plenamente integrados à sociedade americana, praticamente não conhecem seu país de nascimento e temem a possibilidade de que a revocação do programa permita que eles sejam deportados dos EUA. / WASHINGTON POST

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