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Casa Branca diz que ataque à Sony é uma questão séria de segurança nacional

A Casa Branca disse que o ataque a sistemas de computadores da Sony Pictures foi realizado por um ator sofisticado e está sendo tratado como uma questão de segurança nacional séria. O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a investigação ainda estava em andamento e os EUA estava pesando uma resposta "proporcional" aos ataques.

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 17h36

"Há uma série de opções que estão sob consideração neste momento", disse Earnest. O secretário americano de Segurança Interna, Jeh Johnson, fez comentários semelhantes anteriormente.

Em meio a ataques de hackers e ameaças de violência, a Sony Pictures decidiu cancelar a exibição do filme "The Interview", sobre um plano de assassinato fictício do líder norte-coreano Kim Jong-un.

Autoridades norte-americanas concluíram que o governo norte-coreano em Pyongyang estava por trás do ataque de hackers, mas Earnest disse que não estava preparado para fazer publicamente essa declaração.

A Casa Branca disse que assessores de Inteligência do presidente Barack Obama, militares e a comunidade diplomática estão realizando reuniões diárias sobre a situação. Obama e sua administração estão "diretamente do lado de artistas e de outros cidadãos que buscam expressar livremente suas opiniões", disse Earnest.

O episódio sem precedentes da Sony, que expôs uma coleção de documentos sensíveis, pode ser o ataque cibernético mais prejudicial aos negócios americanos. Não está claro os danos causados à empresa que enfrenta uma série de problemas após cerca de quatro semanas da primeira invasão por hackers.

Além dos danos na receita da bilheteria de "The Interview", o vazamento de documentos pode prejudicar os cronogramas de produção, de acordo com especialistas. Haverá o custo de defender o estúdio contra ações judiciais por ex-funcionários que tiveram informações pessoais expostas e atores podem decidir trabalhar em outro estúdio.

Somado ao golpe financeiro, alguns analistas dizem que o episódio levantou questões preocupantes sobre a autocensura e se outros estúdios e empresas americanas também estão vulneráveis. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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