MIGUEL GUTIERREZ/EFE
MIGUEL GUTIERREZ/EFE

Casa Branca diz que Venezuela não é uma ameaça para os EUA

Assessor de Segurança Nacional americano diz que qualificação faz parte de 'texto pro forma' de ordens executivas do governo

O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2015 | 14h40





WASHINGTON - A Casa Branca afirmou nesta terça-feira, 7, que a Venezuela não representa uma ameaça para os Estados Unidos, contrariando o que diz o texto das ordens executivas assinadas por Barack Obama ao impor sanções contra dirigentes chavistas, no dia 9 de março.


Ao congelar os bens em território americano e proibir a entrada de sete dirigentes chavistas acusados de violações de direitos humanos, Washington declarou a Venezuela como uma "ameaça extraordinária e inusual", o que foi repudiado pela maior parte dos países Latino-americanos.


Nesta terça-feira, durante uma teleconferência, o assessor presidencial sobre Segurança Nacional, Ben Rhodes, disse que o texto é "completamente pro forma, o mesmo utilizado em ordens executivas para todo o planeta".



"Os Estados Unidos não acreditam que a Venezuela represente qualquer ameaça para nossa segurança nacional. Honestamente, temos um formato para elaborar nossas ordens executivas", disse Rhodes. Essa foi a primeira vez que um funcionário do governo americano contradizendo o texto das ordens executivas.


Rhodes disse também esperar que durante a 7.ª Cúpula das Américas, na sexta-feira e no sábado, no Panamá, "o governo venezuelano expresse sua oposição a certas práticas estadunidenses".


O assessor da presidência americana para temas do Hemisfério Ocidental, Ricardo Zúñiga, afirmou que "a situação interna na Venezuela é claramente um assunto de preocupação para seus vizinhos e outros países da região". Em razão da crise vivida pelo país, Zuniga disse que ainda estão pendentes os impacto em países que se beneficiam do petróleo venezuelano subsidiado.


Sobre a intenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de entregar para Obama durante a cúpula um abaixo-assinado com milhões de assinaturas dos venezuelanos - segundo Caracas, já foram coletas 8 milhões de assinaturas - pedindo a suspensão das sanções, o especialista americano disse não duvidas que Obama lidará com calma com qualquer situação que aconteça durante o encontro.

"A cúpula deve ser um momento no qual ocorram trocas civilizadas entre todos os líderes. Não temos preocupações de falar com qualquer participante, mas todos deveríamos pensar que deve ser um evento correto, no qual podemos ter um intercâmbio da forma correta", afirmou Zúñiga.

Tanto Rhodes quanto Zuniga reiteraram que o governo dos Estados Unidos não busca desestabilizar a Venezuela, cuja economia deve encolher 7% neste ano de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional. / AP

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