Casa Branca é acusada de vingança contra agente da CIA

A pedido da CIA, o departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal preliminar para identificar os assessores do presidente George W. Bush que identificaram recentemente uma agente do serviço de espionagem americano numa vendeta política contra seu marido, o ex-embaixador dos EUA no Iraque, Joseph C. Wilson, um crítico das razões alegadas pela administração para invadir o país. Identificar agentes da CIA é crime federal desde 1982, e o inquérito pode transformar-se no primeiro grande escândalo do governo Bush. O caso nasceu no dia 14 de julho, quando o colunista conservador Robert Novak informou no Washington Post e em dezenas de outros jornais que, de acordo "com dois altos funcionários da administração", a mulher de Wilson, Valerie Plame, "é a responsável na CIA por armas de destruição em massa" e teria sido por sugestão dela que ele fez uma visita ao Niger, no ano passado, para investigar se o país teria fornecido urânio ao regime de Saddam Hussein. Wilson constatou que a alegação não tinha fundamento e passou a informação à CIA, que a transmitiu à Casa Branca. O caso veio à tona no momento em que um relatório de um inquérito da Comissão de Inteligência da Câmara de Representantes concluiu que os EUA invadiram o Iraque com base em dados frágeis e incomprováveis e aumentou a crise política que a guerra alimenta em Washington.

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