Casa Branca e Congresso negociam testemunho de Karl Rove

A Casa Branca e o Congresso negociam se Karl Rove, o principal assessor político do presidente dos EUA, George W. Bush, prestará seu testemunho sobre a demissão de oito procuradores federais, confirmou nesta sexta-feira, 16, o porta-voz Tony Snow.A situação de Rove se complicou ainda mais na última quinta-feira, quando uma reportagem publicada pela ABC news mostrou uma nova leva de e-mails trocados entre os funcionários da administração americana.Os e-mails mostram que a idéia de demitir todos os 93 procuradores federais partiu de Karl Rove em janeiro de 2005 e que o secretário de Justiça americano, Alberto Gonzales, discutiu a idéia de demissão em massa dos procuradores semanas antes de ser confirmado no cargo."Queremos dar-lhes (aos membros do Congresso) as informações que necessitam" sobre o assunto, disse Snow durante uma coletiva.Ao que parece, Rove está mais envolvido nas discussões do que a Casa Branca admitiu."Continuarão as discussões (sobre a possível aparição de Rove) e não tenho nada a declarar" enfaziou Snow.A demissão dos oito procuradores federais, de um total de 93, foi anunciada em dezembro passado e se converteu em um escândalo para Washington, depois de divulgado que a Casa Branca discutiram previamente o assunto.O departamento de Justiça dos EUA divulgou uma série de e-mails e documentos relacionados com a demissão dos fiscais, que, segundo a oposição democrata, teve motivações políticas.Os democratas, e agora dois senadores republicanos, asseguram que querer chegar ao fundo da verdade e exigem a renúncia do secretário de Justiça, Alberto Gonzales."Não vou responder" sobre o tempo que Gonzales fica no cargo, disse Snow na Casa Branca. Previamente, o porta-voz havia dito que desconhecia qualquer plano para demitir Gonzalez.

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