Casa Branca e Pentágono defendem Rumsfeld de críticas

A Casa Branca e o Pentágono saíram em defesa do chefe do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, enquanto continuava nesta sexta-feira o debate sobre sua gestão depois que sete generais da reserva o criticaram ou pediram sua renúncia.O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o presidente George W. Bush tem plena confiança na gestão de Rumsfeld.O mal-estar não pára de crescer. Segundo declarações do ex-secretário do Exército Thomas White à edição desta sexta do jornal The New York Times, "Rumsfeld desprezou as opiniões dos comandantes militares desde que assumiu como secretário de Defesa". "Era hora de ficarem irritados", acrescentou.Embora tenham sido apenas sete entre 9 mil os oficiais de alta patente reformados que se queixaram do trabalho de Rumsfeld, as críticas públicas ou os pedidos de renúncia causaram uma grande tempestade em torno do secretário de Defesa.CríticasNos últimos dias, os oficiais reformados questionaram a condução da guerra do Iraque, o estilo administrativo de Rumsfeld e as mudanças introduzidas por ele na estratégia americana, que inclui um contingente de tropas menor que o considerado necessário por vários de seus críticos.Entre eles, está o general de Infantaria da Marinha, Anthony Zinni, que foi chefe do Comando Central entre 1997 e 2000. O Comando Central, atualmente chefiado pelo sucessor de Zinni, o general do Exército Tommy Franks, teve a responsabilidade de invadir o Afeganistão e o Iraque.Completam a lista de críticos o general do Exército Paul Eaton, que até 2004 comandou o treinamento do novo Exército iraquiano; o tenente-general Gregory Newbold, ex-diretor de operações da Infantaria da Marinha; o general John Riggs, ex-diretor de forças do Exército; e o general Charles Swannack, ex-comandante da 82ª Divisão Aerotransportada no Iraque.Bateste, que foi comandante da 1ª Divisão de Infantaria no Iraque, reiterou que "chegou a hora de Rumsfeld sair" e haver "um novo começo".O porta-voz DiRita disse que as críticas de Bateste "foram particularmente chocantes, porque parecem contradizer" o que ele viu "da relação de Bateste com Rusmfeld no Iraque".Durante uma visita de Rumsfeld a Bagdá em dezembro de 2004, o general Bateste se referiu ao chefe do Pentágono como "um homem de coragem e convicção".

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