Casa Branca exige que Iraque pare de atirar em aviões

A administração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu que o Iraque pare de atirar contra os aviões norte-americanos e britânicos que fazem o patrulhamento das "zonas de exclusão aérea" no sul e norte do país. "O Iraque deve parar de atirar contra os aviões norte-americanos e britânicos que patrulham as zonas de exclusão", disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan. Contudo, quando questionado sobre se a continuidade das ações hostis contra os aviões aliados poderia ser vista como uma violação à resolução da ONU acatada nesta quarta-feira pelo Iraque, McClellan evitou a pergunta. "Eu apenas indiquei a vocês que parte da resolução exige do regime no Iraque que pare de atirar contra os aviões que patrulham as zonas de exclusão. Vocês estão tentando entrar em ´ses´ e hipóteses. E, como eu disse ontem, eu não vou entrar em todos os ´ses´ e hipóteses", disse McClellan. O porta-voz também evitou comentar a carta que o Iraque enviou à ONU aceitando a nova resolução do Conselho de Segurança. Na carta, o Iraque afirma que não possui armas de destruição em massa. "Eu voltaria ao que o regime e o Iraque precisam fazer. O Iraque deve fornecer a contagem completa de todas as armas de destruição em massa, programas, materiais e sistemas de distribuição dentro de 30 dias. É isso que a resolução deixa claro", disse o porta-voz.Segurança InternaEm um sinal do fortalecimento pós-eleitoral do presidente americano, George W. Bush, os negociadores do Congresso chegaram a um acordo hoje para a criação do Departamento de Segurança Interna, encerrando um impasse entre democratas e republicanos. "Essa lei atende nossas necessidades e dá ao presidente a autoridade e flexibilidade que ele precisa para proteger o povo da América", disse o porta-voz Scott McClellan. Funcionários disseram que os republicanos, que controlam a Câmara, deveriam aprovar a medida ainda hoje. O Senado, atualmente controlado pelos democratas, deve anunciar sua decisão só na próxima semana. O novo departamento reunirá duas dúzias de agências federais, entre elas a Guarda Costeira, o Serviço Secreto e de Imigração e Naturalização.

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