Kamil Krzaczynski/REUTERS
Kamil Krzaczynski/REUTERS

Casa Branca libera entrada de passageiros do Brasil, mas Biden deve manter restrição

Decisão do presidente valeria a partir do dia 26 para quem tem teste negativo de covid-19, mas eleito promete revertê-la

Beatriz Bulla, correspondente, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2021 | 20h54
Atualizado 18 de janeiro de 2021 | 22h23

WASHINGTON - O presidente Donald Trump revogou nesta segunda-feira, 18, a restrição de entrada de passageiros do Brasil e de parte dos países europeus, mas o presidente eleito Joe Biden, que toma posse na quarta-feira, deve restabelecer as restrições. “Na verdade, planejamos fortalecer as medidas de saúde pública sobre as viagens internacionais para mitigar a disseminação da covid-19”, escreveu a porta-voz de Biden, Jen Psaki, no Twitter. Ela afirmou que o novo governo “não pretende levantar as restrições” no dia 26 de janeiro. 

A medida permitiria que viajantes que partem do Brasil entrassem nos EUA desde que apresentasse um teste negativo de covid-19. A iniciativa liberaria a entrada também de passageiros do Reino Unido, da Irlanda e de 26 países europeus que compõem a zona Schengen.

Mas, na prática, o novo governo não precisa derrubar as restrições para a entrada de passageiros estar liberada, pois a medida já foi assinada por Trump. Se quiser impor novamente um bloqueio, Biden terá de emitir uma nova proibição de entrada.

Em março, a Casa Branca bloqueou a entrada de quem chega da Europa, Reino Unido e Irlanda ou esteve nos países nos 14 dias que antecederam o desembarque nos EUA, como parte da tentativa de controlar a propagação de coronavírus. Em maio, a mesma medida foi imposta sobre o Brasil. A dois dias de deixar o cargo, Trump derrubou as restrições. Continuam em vigor, no entanto, as restrições impostas a passageiros da China e do Irã.

Na nova medida, assinada nesta segunda-feira, Trump afirma que a entrada de passageiros do Brasil, Europa, Reino Unido e Irlanda "não é mais prejudicial aos interesses dos Estados Unidos"e que "é do interesse americano encerrar a suspensão de entrada". 

A medida assinada nesta segunda-feira por Trump entra em vigor a partir da 0h01 do dia 26 de janeiro, mesma data em que os EUA passarão a exigir teste de coronavírus de todos os passageiros que chegam ao país. Nos últimos meses, as companhias aéreas, preocupadas com a queda drástica nas receitas diante da restrição das viagens internacionais, têm defendido em conversas com o governo americano que é possível controlar a transmissão do vírus através de medidas como a exigência de testes. 

No final do ano, integrantes da força-tarefa de coronavírus da Casa Branca deram aval a uma nova política sobre voos nos bastidores.

As notícias sobre uma nova mutação do coronavírus no Reino Unido e, posteriormente, no Brasil, no entanto, assustaram as autoridades americanas e postergaram a decisão da Casa Branca. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.