Casa Branca nega pressão para que Iraque cumpra metas

O iniciante governo iraquiano deve "vir à frente e tomar mais responsabilidade" pela segurança do país, disse uma fonte do alto escalão da Casa Branca, nesta segunda-feira, ressaltando que não há pressão dos EUA para que o Iraque cumpra determinadas metas. Ao mesmo tempo, Dan Bartlett, conselheiro do presidente, negou, em uma entrevista na televisão, que a política de guerra do presidente George W. Bush tem um abrangente compromisso "fixo", dizendo que "o que não estamos fazendo é sentar lá com nossas cabeças na areia". Bartlett disse estar surpreso pela matéria do fim de semana do The New York Times . O jornal disse que um plano a ser apresentado para o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki no final deste ano não ameaçaria o Iraque de uma retirada das tropas norte-americanas. Mas relatou que a administração de Bush estava considerando mudar táticas militares e contemplar possíveis penalidades se prazos não forem cumpridos. A Casa Branca negou que um fortalecimento das tropas seria afetado pela capacidade ou incapacidade do Iraque em alcançar estas datas. O porta-voz de Bush, Tony Snow, desacreditou a reportagem do jornal. "Há ainda uma lista muito ampla para se cumprir antes que o Iraque esteja em uma posição para se manter, governar e se defender", disse Snow. Entrevista na TVBartlett, aparecendo no programa "Good Morning America", da rede ABC, disse que os altos comandantes não pediram por mais tropas, "mas o presidente deixou claro que, se quiseram, eles terão". Novamente, aparecendo na rede CNN, disse que estabelecer uma tabela de datas para a retirada das tropas encorajar o inimigo, fornecer santuário para terroristas e ameaçar a segurança dos EUA. "Isso é algo que o presidente não vai aceitar", finalizou Bartlett. Enquanto isso, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Saleh, também nesta segunda-feira instou forças internacionais a permanecerem na luta contra a violência, dizendo que não é hora de pânico. "Eu tenho que dizer, porque há um tom muito pessimista neste debate - até mesmo diria que há um tom derrotista", disse Saleh à British Broadcasting Corp. (BBC) antes da reunião, em Londres, com o primeiro-ministro Tony Blair. Altos membros da equipe de segurança nacional de Bush foram a reuniões na Casa Branca nesta segunda-feira. A secretária de Estado Condoleezza Rice, voltando de viagem à Ásia e à Rússia, foi a primeira a aparecer. Ela foi seguida pelo secretário de defesa Donald H. Rumsfeld e o general Peter Pace, que encabeça a Chefia de Pessoal Conjunta.

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