Casa Branca nega que Cheney tenha endossado tortura

A Casa Branca disse nesta sexta-feira que o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, não estava respaldando a tortura quando disse que mergulhar suspeitos de terrorismo na água durante interrogatórios era uma "coisa óbvia".Grupos de direitos humanos reclamaram que os comentários de Cheney endossavam essa técnica de tortura, conhecida como "water boarding", na qual o prisioneiro é amarrado, segurado à força debaixo d´água e levado a crer que pode morrer afogado. O presidente dos EUA, George W. Bush, recusou a idéia de que os EUA praticam atos de tortura. Mais cedo, o secretário de imprensa da Casa Branca, Tony snow, negou que Cheney havia apoiado essa prática. Em uma entrevista, realizada na terça-feira, Cheney foi questionado se "Não pode haver dúvida em enfiar um sujeito na água, se isso puder salvar vidas". O vice-presidente respondeu: "Bem, pode ser feito facilmente para mim, mas por um tempo eu fui criticado, como vice-presidente, por acusações de tortura. Nós não torturamos. Não é nisso que estamos envolvidos". Provocado com perguntas sobre os comentários, Snow disse que Cheney não interpretou a questão como referente ao "water boarding" e que o vice-presidente não fez comentários sobre tal ato. A administração repetidamente tem recusado a dizer quais técnicas eles acreditam que sejam permitidas por lei. Questionado para definir um afogamento na água, Snow disse: "É um afogamento na água". Larry Cox, editor executivo da Anistia Internacional nos EUA, disse em um depoimento que "Não poderia haver dúvida de que nenhuma autoridade americana deveria recomendar tortura, muito menos um vice-presidente".

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