Casa Branca nega que guerra no Iraque seja um erro

A Casa Branca discordou do líder da maioria no Senado, Harry Reid, que afirmou que a guerra no Iraque representa "o maior erro de política externa" da história americana. O secretário de imprensa, Tony Snow, disse que foi importante remover Saddam Hussein do poder, e destacou que a maioria dos senadores votou, em 2002, autorizando o presidente George W. Bush a usar a força contra o Iraque.Ele disse, ainda, que Bush não encarará votações no Congresso, manifestando posição ao plano para aumentar a presença de tropas no Iraque, como uma repreensão. "A estratégia mal teve tempo de começar a funcionar", disse ele.a Câmara aprovou uma resolução, sem força de lei, na sexta-feira, 16, rejeitando o plano do presidente, de aumentar o nível de tropas no Iraque em 21.500 homens. A votação pôs Bush na defensiva.No sábado, republicanos no Senado frustraram a tentativa do Partido Democrata de repudiar a escalada nas tropas. O placar de 56 a 34 não atingiu os 60 votos necessários, mas os democratas cantaram vitória, lembrando que a maioria dos senadores se opôs ao aumento no número de soldados.Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, repudiou a idéia de que a violência no Iraque seja efeito de erros de planejamento por parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos, mas disse sentir uma profunda responsabilidade por deter a matança.Blair afirmou que o governo americano não pressionou o britânico para manter o nível de tropas no Iraque, a despeito do plano britânico de cotar suas forças na cidade de Basra, no sul do país.

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