Casa Branca pede fim de divulgação de arquivos secretos

A Casa Branca implorou hoje para que o site WikiLeaks pare de divulgar documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão. Já o Pentágono intensifica sua investigação sobre os vazamentos, levando um soldado acusado de disponibilizar um vídeo secreto de volta para os Estados Unidos, onde será julgado.

AE-AP, Agência Estado

30 de julho de 2010 | 13h29

Funcionários do governo Obama disseram que a investigação da liberação de dezenas de milhares de documentos secretos pode ir além dos militares. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que publicar registro de guerra na internet ameaça a segurança nacional e coloca as vidas de informantes afegãos e de militares norte-americanos em risco.

Perguntado se o governo não poderia interromper a divulgação de mais segredos de guerra, Gibbs disse: "não podemos fazer nada a não ser implorar à pessoa que tem esses documentos ultrassecretos em mãos para que não os publique mais". "Acho importante que mais danos não sejam feitos à nossa segurança nacional", afirmou Gibbs, ao programa "Today", da emissora NBC.

As investigações do Pentágono se concentram principalmente em Bradley Manning, um especialista de inteligência do Exército que já foi acusado de vazar um vídeo para o site WikiLeaks. Manning, de 22 anos, está sendo levado do Kuwait para uma base militar no sul de Washington. Feito da cabine de um helicóptero, o vídeo secreto mostra um combate de 2007, em Bagdá, que resultou na morte de um fotógrafo da agência de notícias Reuters e de seu motorista.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse à Australian Broadcasting Corp, em entrevista que foi ao ar ontem, que o site havia entrado em contato com a Casa Branca - tendo o New York Times como intermediário - para oferecer que funcionários do governo analisassem os documentos e se certificassem de que não nenhum inocente era identificado. A Casa Branca não respondeu à oferta, disse ele.

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